Tarcísio demite Delegado Da Cunha da Polícia Civil por irregularidade grave

Deputado e policial licenciado perdeu o cargo a bem do serviço público

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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) demitiu o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (União-SP), conhecido como Delegado Da Cunha, dos quadros da Polícia Civil de São Paulo. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado após o governo considerar procedentes as acusações em processo administrativo.

Da Cunha recebeu a pena de demissão “a bem do serviço público”, uma das punições mais severas previstas no Estatuto da Polícia Civil paulista. A conduta do parlamentar foi enquadrada em infrações graves, incluindo a revelação intencional de informações sigilosas com prejuízo ao Estado ou a particulares, além da prática de atos definidos como improbidade administrativa.

Decisão jurídica e histórico nas redes sociais

A publicação do ato cita um parecer e um despacho da Assessoria Jurídica do Governo como fundamentação do processo que embasou a demissão.

Licenciado da instituição policial, Da Cunha ganhou projeção nacional ao publicar vídeos de operações em suas redes sociais antes de ser eleito deputado federal em 2022. Essa intensa exposição na internet, no entanto, colocou o delegado no centro de diversas investigações internas e judiciais.

Investigações, encenação e afastamento das ruas

Em 2020, o delegado foi acusado de obrigar a vítima de um sequestro e um criminoso a retornarem a um cativeiro desativado para reencenar e gravar a ação policial. Ele admitiu a reprodução do ato, mas o processo acabou arquivado em 2024. Já em 2021, ele teve arma e distintivo recolhidos e foi afastado das ruas por suspeitas de uso da estrutura pública para conteúdos próprios, pedindo licença não remunerada na sequência.

Paralelamente às questões funcionais, o deputado tornou-se réu por violência doméstica contra a ex-companheira Betina Grusiecki, após denúncia do Ministério Público por lesão corporal, ameaça e dano qualificado — acusações que ele nega. Sua presença na reinauguração de uma Delegacia de Defesa da Mulher, em fevereiro de 2026, gerou fortes críticas de entidades de proteção aos direitos da mulher.

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