SUS e financiamento: o que candidatos ao Senado do Rio querem para a saúde

Candidatos divergiram sobre financiamento, regionalização e participação privada

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O futuro do Sistema Único de Saúde (SUS) foi outro tema discutido pelos candidatos ao Senado pelo Rio, promovido pelo g1 nesta terça-feira (22). Waguinho (Republicanos), Carlos Portinho (PL), Benedita da Silva (PT) e Mônica Benício (PSOL) falaram sobre financiamento, distribuição de recursos, regionalização do atendimento e participação da iniciativa privada na saúde pública.

Waguinho (Republicanos)

Waguinho defendeu uma reforma no SUS e criticou a distribuição de recursos para os municípios. Segundo ele, as emendas parlamentares contribuíram para uma aplicação desigual do dinheiro destinado à saúde.

O candidato também criticou o funcionamento do Sistema de Regulação (Sisreg) e defendeu que os recursos sejam direcionados para cidades com maior necessidade, e não concentrados nas capitais.

“Para termos um SUS de verdade e acabar com a vergonha que é o Sisreg, só com reformas.”

Carlos Portinho (PL)

Portinho afirmou ter destinado recursos para a área da saúde durante seu mandato e defendeu a regionalização dos serviços para ampliar o atendimento fora da capital.

O candidato citou investimentos em hospitais de Bom Jesus do Itabapoana, Barra do Piraí e Vassouras. Também defendeu parcerias entre o poder público e empresas privadas para ampliar a estrutura de atendimento.

“Parcerias público-privadas são fundamentais.”

Benedita da Silva (PT)
Benedita criticou a situação da saúde durante o governo anterior e defendeu o fortalecimento do SUS como um sistema público.

“O sistema é público, não é privado.”

A candidata reconheceu que o SUS precisa de melhorias, mas afirmou que a gestão deve priorizar o fortalecimento das unidades públicas. Também citou investimentos feitos pelo prefeito Eduardo Paes na saúde do Rio.

“Ele precisa melhorar? Sim. Mas é da população, não de empresas.”

Mônica Benício (PSOL)

Mônica afirmou que o fortalecimento do SUS depende de aumento do orçamento e defendeu a valorização dos profissionais da saúde por meio de concursos públicos.

“Não existe SUS forte com orçamento fraco.”

A candidata também defendeu a manutenção da saúde como um serviço público e se posicionou contra a privatização do sistema.

“Se saúde é direito, não pode ser privatizada.”

Mônica criticou ainda a política de saúde do governo Jair Bolsonaro e citou a gestão da pandemia de Covid-19 como exemplo do que classificou como desmonte do sistema público.

“No governo Bolsonaro vimos o desmonte do SUS, que negou vacinas.”

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