O segundo debate desta terça-feira (22) entre candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro ganhou temperatura quando o assunto chegou às emendas parlamentares. Benedita da Silva (PT) e Carlos Portinho (PL) trocaram alfinetadas sobre a atuação no Congresso, enquanto Mônica Benício (PSOL) levou Flávio Bolsonaro (PL) para o centro da discussão ao citar uma emenda de R$ 199 mil. Waguinho (Republicanos) também participou do encontro.
A discussão começou com Benedita questionando a forma como Portinho apresenta os resultados obtidos por meio de emendas destinadas ao estado. A petista ironizou o adversário ao afirmar que ele parecia assumir atribuições que caberiam ao Poder Executivo.
Benedita alfineta e Portinho devolve
“Portinho é muito feliz, consegue fazer o papel que seria do Executivo. As emendas não podem ser para fazer o que o Executivo faz. Não pode dizer que o senador faz alguma coisa quando o prefeito não consegue”, disparou Benedita.
Portinho não deixou a provocação passar e respondeu mirando justamente a longa trajetória política da adversária.
“Recebo a fala de Benedita com um grande elogio, pois, depois de tanto tempo no Congresso, talvez não tenha conseguido fazer o que eu fiz em pouco mais de seis anos como senador”, rebateu.
A troca de farpas transformou a discussão sobre o papel das emendas em um confronto sobre o desempenho dos próprios candidatos no Congresso.
Mônica leva Flávio Bolsonaro ao embate
Mônica Benício elevou ainda mais a temperatura ao citar uma emenda de R$ 199 mil apresentada por Flávio Bolsonaro em 2023. A candidata relacionou o recurso a Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, condenado por participação no assassinato da vereadora Marielle Franco.
“Esse é o destino que as emendas têm hoje em dia”, afirmou Mônica.
Reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta terça-feira revelou que uma assessora de Flávio Bolsonaro manteve conversas com Calixto sobre a liberação da emenda. O recurso de R$ 199 mil foi destinado ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), e não diretamente a Calixto. A Polícia Federal investiga suspeitas de desvios envolvendo os repasses. Flávio afirmou que as emendas seguiram critérios técnicos e legais.
Portinho contesta acusação
Portinho reagiu à fala de Mônica argumentando que emendas parlamentares não são entregues diretamente a pessoas.
“As emendas não são para pessoas. Quem recebe é o município, que executa a obra, é o Estado que recebe algumas vezes”, afirmou.





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