As universidades públicas também foram tema do debate entre os candidatos ao Senado pelo Rio, promovido pelo g1. Waguinho (Republicanos), Carlos Portinho (PL), Benedita da Silva (PT) e Mônica Benício (PSOL) discutiram financiamento, expansão do ensino superior, infraestrutura e permanência dos estudantes.
Waguinho (Republicanos)
Waguinho defendeu a ampliação do acesso ao conhecimento e criticou a distribuição dos royalties do petróleo entre os municípios. Para ele, cidades que não recebem os recursos poderiam ter melhores condições de investimento.
“Conhecimento é para todos.”
O candidato afirmou ainda que o Congresso precisa discutir a distribuição dos recursos e avaliou que o tema deve ser tratado com atenção pelos parlamentares.
Em outra intervenção, Waguinho criticou as condições das universidades durante o governo Jair Bolsonaro e afirmou que a gestão Lula retomou investimentos.
“Ficamos com Bolsonaro com as universidades em estado de calamidade. Lula vem retomando.”
Carlos Portinho (PL)
Portinho afirmou que mantém uma relação de parceria com universidades ao longo de seu mandato e citou recursos destinados a projetos e estruturas de instituições de ensino.
“Sou parceiro das universidades em todo meu mandato. As universidades são parceiras em projetos.”
Entre as ações mencionadas, o candidato citou recursos para o projeto do metrô entre São Gonçalo e Niterói, maternidades, a complementação do teste do pezinho e obras em unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Portinho também criticou as condições de um dos campi da universidade.
“Precisamos reformar campi da UFRJ, que estão abandonados.”
Para ele, as universidades têm uma função social que ultrapassa a formação acadêmica e alcança diferentes regiões do estado.
Benedita da Silva (PT)
Benedita destacou os governos de Luiz Inácio Lula da Silva na expansão do ensino superior federal e afirmou que a criação de universidades, escolas e institutos ampliou o acesso de estudantes de baixa renda.
“Quem criou o maior número de universidades, escolas e institutos chama-se Lula.”
A candidata afirmou que, antes desse período, filhos de famílias pobres tinham menos acesso ao ensino superior.
“Antes do Lula, filho do pobre não estudava.”
Benedita também criticou a situação das universidades durante o governo anterior e defendeu a retomada dos investimentos e da qualificação das instituições.
Mônica Benício (PSOL)
Mônica Benício defendeu mais recursos para as universidades e afirmou que o investimento no ensino superior deve ser tratado como uma política de desenvolvimento.
“Investimentos nas universidades não são gastos. Pelo contrário, são investimentos no nosso povo.”
A candidata defendeu a ampliação dos programas federais de expansão das universidades e afirmou que as instituições não devem depender de emendas parlamentares para manter suas atividades.
“As universidades não podem ficar reféns de políticos com emendas.”
Mônica também defendeu a valorização dos servidores e melhorias na estrutura das instituições. Para ela, garantir o acesso ao ensino superior também exige políticas de permanência, como alimentação e transporte.
“Entrar na universidade é garantia de permanência aos jovens, com alimentação e transporte.”
Segundo a candidata, essas medidas são necessárias para reduzir a evasão universitária.







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