A geração de empregos, a carga tributária, a segurança e as condições de trabalho foram discutidas pelos candidatos ao Senado pelo Rio. Waguinho (Republicanos), Benedita da Silva (PT), Carlos Portinho (PL) e Mônica Benício (PSOL) apresentaram propostas sobre atração de empresas, empreendedorismo, informalidade, direitos trabalhistas e jornada de trabalho.
Waguinho (Republicanos)
Waguinho defendeu a atração de empresas de médio e grande porte como forma de ampliar a oferta de empregos, mas criticou a carga tributária.
“Para que possamos gerar emprego é preciso atrair grandes e médias empresas, mas a taxa para essas companhias é absurda. Se paga muito imposto.”
O candidato também criticou a política econômica de governos do PL e afirmou que empresas deixaram de investir no estado.
“Precisamos trabalhar nesse sentido.”
Benedita da Silva (PT)
Benedita afirmou que o emprego aumentou no Brasil, mas disse que o Rio não acompanhou o mesmo ritmo. Para ela, a segurança pública está diretamente relacionada à capacidade de atrair empresas e gerar postos de trabalho.
“Precisamos discutir segurança atrelada ao trabalho. Nenhuma empresa virá se não funcionar essa questão.”
A candidata também destacou a informalidade e defendeu políticas para ampliar a formalização dos trabalhadores.
“A informalidade é alta. É preciso que cuidemos da formalidade desses trabalhadores.”
Benedita ainda defendeu mudanças na jornada de trabalho e afirmou que pretende atuar pela aprovação da escala 5×2.
“A escala 6×1 está engavetada no Senado e eu quero trabalhar na derrubada definitiva, apoiar a 5×2.”
Carlos Portinho (PL)
Portinho associou geração de empregos ao empreendedorismo e defendeu mudanças nas condições oferecidas aos microempreendedores individuais (MEIs).
“Trabalho é empreendedorismo. Queremos aumentar o piso do MEI.”
O candidato também falou em desoneração para empresas que geram empregos e citou a necessidade de capacitar pessoas que dependem de programas sociais.
“Precisamos desonerar quem gera emprego. Quanto mais emprego, mais renda.”
Portinho afirmou ainda que o estado tem pessoas que precisam do Bolsa Família e que é necessário investir na qualificação profissional para ampliar as oportunidades de trabalho.
Mônica Benício (PSOL)
Mônica afirmou que o debate sobre emprego precisa considerar não apenas a quantidade de postos criados, mas também as condições oferecidas aos trabalhadores.
“Precisamos falar de que tipo de emprego está sendo gerado.”
A candidata criticou a ideia de tratar a valorização do MEI apenas como empreendedorismo sem discutir direitos trabalhistas. Também defendeu o fim da escala 6×1 e afirmou que o tema mobilizou a população.
“Não dá para chamar valorização de MEI, de empreendedor, sem garantir direito trabalhista.”
Mônica também destacou o impacto da jornada sobre a qualidade de vida, especialmente para as mulheres, e citou trabalhadores jovens que atuam como entregadores e, segundo ela, não têm garantias trabalhistas.
“Precisamos discutir valorização da vida e ampliação dos direitos trabalhistas.”







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