A crise entre os Poderes e as denúncias envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) foram tema do segundo debate entre candidatos ao Senado pelo Rio, promovida pelo g1 nesta terça-feira (22). Carlos Portinho (PL), Benedita da Silva (PT), Mônica Benício (PSOL) e Waguinho (Republicanos) divergiram sobre anistia, impeachment de ministros, investigação de possíveis irregularidades e mudanças na estrutura do Judiciário.
Carlos Portinho (PL)
Portinho afirmou que o país vive uma “grave crise institucional” e criticou o que classificou como um escândalo envolvendo a mais alta Corte do país. O candidato defendeu a anistia como forma de pacificação e também falou em impeachment de ministros do Supremo.
“Vivemos uma grave crise institucional no país. É um escândalo na mais alta Corte do país.”
Para Portinho, a anistia seria necessária para reduzir o conflito político e permitir que o país avance em outras áreas. “Só a anistia vai pacificar nosso país. Precisamos olhar para o que realmente é importante.”
O candidato também defendeu a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. “Impeachment é necessário. Há crimes de corrupção, milhões de motivos para abrirmos esse pedido.”
Portinho afirmou que pretende apoiar a abertura de um processo quando houver maioria no Senado e disse que é preciso aproximar o Judiciário da sociedade.
Benedita da Silva (PT)
Benedita afirmou que a situação envolvendo o Supremo é grave, mas defendeu cautela e investigação individualizada dos casos. “Penso que o que acontece é muito sério. Estamos tratando de um dos Poderes que fazem parte da harmonia.”
A candidata disse que não tem um ministro de sua preferência e defendeu que qualquer integrante da Corte que esteja envolvido em irregularidades seja investigado.
“Não tenho ministro de preferência. Acho que todos que tiverem envolvidos têm que ser investigados. A lei é para todos.”
Benedita também afirmou que pretende atuar no Senado para buscar uma solução para a crise e defendeu a independência entre os Poderes.
“Quero estar no Senado para ajudar a resolver essa situação. Harmonia e independência entre os Poderes, sem interferência.”
Mônica Benício (PSOL)
Mônica Benício afirmou que a crise institucional aumenta a descrença da população nas instituições e defendeu a preservação da democracia e da autonomia dos Poderes.
“Precisamos defender uma democracia que devolva o poder ao povo.” A candidata também criticou o uso das instituições para ameaças ou manutenção de privilégios e afirmou que não se deve proteger integrantes de nenhum grupo político.
“Não podemos colocar qualquer político a favor, nem usar os Poderes para fazer ameaças ou manutenção de privilégios.”
Segundo Mônica, a resposta à crise deve preservar a soberania e a democracia.
“Defender soberania e democracia, autonomia dos Poderes, sem passar pano para ninguém.”
Waguinho (Republicanos)
Waguinho abriu o debate com um frase do cantor Cazuza para defender mudanças na estrutura política e institucional do país. “Cazuza dizia: ‘não deixe o futuro repetir o passado’”, afirmou ele, que destacou que o Brasil já possui políticas públicas e defendeu reformas na estrutura dos Poderes. Também criticou o que considera uma concentração de poder.
“Os Poderes são independentes, como diz a Constituição. A confusão é muito grande, está predominando só um Poder.”
Waguinho defendeu ainda a realização de reformas para corrigir o funcionamento das instituições.







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