O candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSTU, Cyro Garcia, apresentou nesta terça-feira (22), em Itaboraí, propostas para ampliar os investimentos estatais no setor de energia e fortalecer a cadeia de óleo e gás. Durante visita ao Complexo de Energias Boaventura, antigo Comperj, ele também defendeu a equiparação de direitos e das condições de segurança entre trabalhadores próprios e terceirizados.
Cyro participou de uma ação de panfletagem e conversou com funcionários na entrada do complexo durante a troca de turno. Segundo informações da campanha, trabalhadores realizaram um atraso na entrada em defesa de reivindicações da categoria, entre elas questões relacionadas ao Plano de Cargos e Salários e a cobrança pela apuração de um acidente com morte ocorrido há 45 dias.
Complexo processa 21 milhões de metros cúbicos de gás por dia
O Complexo Boaventura ocupa posição relevante na infraestrutura energética do estado. A Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) atingiu, em maio de 2025, capacidade de processamento de 21 milhões de metros cúbicos de gás por dia, após a entrada em operação comercial de seu segundo módulo.
A unidade recebe gás natural do pré-sal da Bacia de Santos por meio do Projeto Integrado Rota 3. O gasoduto tem aproximadamente 355 quilômetros e capacidade para transportar cerca de 18 milhões de metros cúbicos de gás diariamente até Itaboraí.
Quando inaugurado, em 2024, o complexo contava com mais de 600 profissionais próprios e terceirizados diretamente envolvidos na operação, manutenção e suporte operacional. Segundo a Petrobras, as obras de implantação do Rota 3 haviam gerado cerca de 10 mil postos de trabalho.
Cyro propõe retomada de investimentos estatais
Durante a atividade, Cyro relacionou o desenvolvimento do setor energético à geração de empregos e à reindustrialização do Rio. O candidato defendeu maior participação do Estado em investimentos de infraestrutura e medidas voltadas à proteção dos profissionais que trabalham nas instalações.
“O Complexo de Energias Boaventura é uma unidade industrial estratégica para a economia e para a capacidade produtiva do estado do Rio de Janeiro. A nossa presença na porta do complexo tem como objetivo apresentar propostas para a soberania energética, a retomada dos investimentos estatais e a equiparação de direitos e condições de segurança entre os trabalhadores diretos e os terceirizados, garantindo estabilidade e valorização profissional”, afirmou Cyro.
A Petrobras prevê novos projetos para Boaventura. No Plano de Negócios 2026-2030, a companhia mantém a intenção de instalar novas termelétricas no complexo, condicionadas ao resultado de futuros leilões de reserva de capacidade.







Deixe um comentário