Tradicionalmente associado ao turismo de montanha, à gastronomia e às paisagens do interior, o setor vitivinícola fluminense poderá ganhar uma política pública específica para ampliar sua presença na economia estadual.
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em primeira discussão, nesta quinta-feira (25), uma proposta que busca estruturar e incentivar toda a cadeia produtiva da uva, do vinho e do enoturismo.
A iniciativa, apresentada pelos deputados Luiz Paulo (PSD), Gustavo Tutuca (PP), Rodrigo Amorim (PL) e Dionísio Lins (PP), institui a Política Estadual de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Uva, do Vinho e do Enoturismo. O texto ainda precisará passar por uma segunda votação em plenário antes de seguir para análise do Poder Executivo.
A proposta prevê a criação de um programa de incentivo voltado à integração entre produtores, instituições de pesquisa, empreendimentos turísticos e demais segmentos ligados à produção de uvas, vinhos e derivados no estado.
Setor em expansão
Segundo os autores da proposta, o Rio de Janeiro conta atualmente com 42 empreendimentos relacionados à vitivinicultura em diferentes fases de implantação e desenvolvimento.
As iniciativas estão distribuídas por municípios como Petrópolis, Areal, Paraíba do Sul, Teresópolis e Valença, regiões que vêm ampliando investimentos na produção de vinhos e no turismo associado à atividade.
O objetivo da política é criar mecanismos que favoreçam o crescimento do setor, promovendo maior integração entre as atividades agrícolas, científicas, culturais e turísticas.
Incentivo à produção e ao turismo
Entre as diretrizes previstas estão o estímulo a práticas sustentáveis de cultivo, o fortalecimento da pesquisa científica aplicada à produção de uvas, a adaptação tecnológica às condições climáticas locais e a valorização das características regionais dos produtos fluminenses.
A proposta também busca fortalecer o enoturismo, segmento que combina experiências turísticas com visitas a vinícolas, degustações, eventos gastronômicos e atividades culturais.
Outro objetivo é incentivar o reconhecimento de identidades regionais e indicações geográficas, mecanismo utilizado para agregar valor à produção e destacar características específicas de determinadas localidades.
De acordo com a justificativa da matéria, a criação de uma política estadual poderá contribuir para ampliar a competitividade da vitivinicultura fluminense e consolidar o Rio de Janeiro como uma referência nacional no setor.






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