Fernando Haddad definiu Márcio França como candidato a vice-governador em sua chapa para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada na quarta-feira no Palácio da Alvorada. O acordo também estabeleceu que Simone Tebet e Marina Silva concorrerão ao Senado por São Paulo, fortalecendo a composição da aliança governista no estado.
Segundo Haddad, os três ex-ministros colocaram seus nomes à disposição para integrar a chapa. A decisão final foi tomada após conversas com Lula e lideranças do PT e do PSB. Também participaram do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o presidente do PSB, João Campos.
Estratégia para enfrentar Tarcísio
A definição ocorre em um momento considerado decisivo para a campanha petista em São Paulo. O estado é visto como peça-chave para o projeto de reeleição de Lula, que busca repetir ou ampliar o desempenho eleitoral obtido em 2022.
Nos bastidores, Márcio França chegou a articular uma candidatura própria ao governo paulista após a desistência de outros nomes da disputa. No entanto, dirigentes do PT avaliaram que a existência de dois palanques aliados poderia fragmentar votos e dificultar a estratégia eleitoral. A solução encontrada foi integrá-lo à chapa de Haddad.
A avaliação do grupo político é que França reúne experiência administrativa e maior conhecimento do interior paulista, além de ter perfil considerado mais combativo para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas durante a campanha.
Disputa pelo Senado ganha peso
A composição para o Senado também foi desenhada para ampliar a competitividade da coligação. Simone Tebet, ex-senadora por Mato Grosso do Sul e candidata à Presidência em 2022, transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo após deixar o MDB e ingressar no PSB.
Já Marina Silva, que foi senadora pelo Acre e ministra do Meio Ambiente em diferentes governos Lula, mantém trajetória nacional consolidada e atualmente tem base eleitoral em São Paulo.
Lideranças petistas avaliam que a presença de Tebet e Marina torna a chapa mais robusta do que a montada em 2022, quando Haddad acabou derrotado por Tarcísio no segundo turno. A expectativa é que uma votação mais expressiva já na primeira etapa da eleição fortaleça também o desempenho de Lula no estado mais populoso do Brasi





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