Sensores em ônibus prometem rigor no funcionamento do ar-condicionado no Rio

Medida visa garantir climatização adequada durante o verão; fiscalização será feita pela Prefeitura.

A Prefeitura do Rio de Janeiro começou a instalar sensores de temperatura em ônibus climatizados para monitorar, em tempo real, o funcionamento do ar-condicionado. A medida, anunciada às vésperas do verão, tem como meta equipar toda a frota até o fim da estação. Inicialmente, 60 coletivos circulam com os sensores, que verificam se a temperatura interna está ao menos 8°C abaixo da externa, conforme norma da ABNT. Empresas que não cumprirem os padrões poderão perder subsídios municipais.

O atraso na instalação, prevista para julho de 2023, foi atribuído a recursos judiciais das empresas para evitar a obrigatoriedade. O prefeito Eduardo Paes criticou os consórcios e destacou que a Prefeitura assumiu a compra e instalação dos sensores para garantir o cumprimento das normas. “Vamos agir com rigor. Esses sensores permitem acompanhar a temperatura em tempo real e verificar se o ar está funcionando na capacidade plena”, afirmou Paes.

Este ano, 22% de viagens em veículos sem ar-condicionado

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), 90% das viagens já são feitas em ônibus climatizados, um aumento de 12% em relação aos dados de junho. No entanto, os números ainda variam entre regiões e empresas. Dados do DataRio indicam que, em 2024, cerca de 22% das viagens ocorreram em veículos sem ar-condicionado, índice menor que os 28% registrados em 2019.

O município tem punido empresas que operam ônibus sem climatização, reduzindo em 30% o subsídio pago por quilômetro rodado. Atualmente, coletivos com ar-condicionado recebem R$ 4 por quilômetro, enquanto os sem ar recebem R$ 2,91. Essa política tem incentivado a renovação da frota, segundo Maína Celidonio, secretária municipal de Transportes.

O setor enfrenta dificuldades desde a pandemia, com queda no número de passageiros transportados e receitas reduzidas. De 2019 a 2023, as viagens mensais caíram de 12,5 milhões para 7,2 milhões. Ainda assim, a prefeitura e as empresas continuam em disputas judiciais sobre as condições de operação dos ônibus.

Com informações de O Globo

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