Sem fonte de custeio, indicação Legislativa sobre Bilhete Único é contestada na Alerj

Durante discussão do projeto, na sessão desta quinta-feira, o deputado Luiz Paulo lembrou do déficit do estado para 2025 e falou da licitação da Câmara de Compensação

Mesmo sem ter força de lei, uma indicação legislativa incluída na ordem do dia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira (31/10), gerou uma discussão na oposição. A proposta é do deputado Yuri Moura (Psol), que solicita alteração na Lei do Bilhete Único (5.628/2009) para que ela seja estendida aos 92 municípios. Hoje o sistema atende as cidades da Região Metropolitana.

O texto, no entanto, não traz um estudo de impacto financeiro e nem prevê a licitação da Câmara de Compensação do Bilhete Único, como determina a Lei 8.479/2019 aprovada pela Alerj. O alerta foi do deputado Luiz Paulo (PSD), dizendo que, no mérito, a proposta era mais do que válida, mas lembrou que o orçamento para 2025 apresenta um déficit de quase R$ 15 bilhões. O texto recebeu uma emenda e saiu de pauta.

“Está correto considerar a tarifa do Bilhete Único em R$ 4,40, como diz o projeto, mas discutimos o orçamento ontem, e ele traz um déficit de R$ 14,6 bilhões. Além disso, o governo não fez a licitação da Câmara de Compensação como diz a lei. Tem ações na Defensoria Pública e notícias de jornais sobre o assunto. Não dá para a Fetranspor ser gestora de algo que lhe interessa. Uma matéria como essa tem um bom espírito, mas por trás tem problemas seríssimos”, disse Luiz Paulo. 

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading