Sem Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, PL aposta em vereador para puxar votos em São Paulo

Lucas Pavanatto surge como principal nome da legenda no estado na disputa para a Câmara

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Com parte de suas principais lideranças fora da disputa eleitoral, o PL tem direcionado esforços para fortalecer novos nomes na corrida pela Câmara dos Deputados em São Paulo. A legenda aposta no vereador paulistano Lucas Pavanatto como principal puxador de votos nas eleições de 2026.

Nos bastidores, dirigentes do partido avaliam que Pavanatto deve assumir protagonismo na chapa federal, após ter sido o candidato mais votado para a Câmara Municipal de São Paulo em 2024. A expectativa interna é de que ele alcance cerca de 800 mil votos na disputa por uma vaga em Brasília.

Mudança no cenário eleitoral

A reorganização da estratégia ocorre após a saída ou impossibilidade de candidatura de figuras que tiveram grande desempenho nas eleições de 2022. Entre os mais votados do partido naquele pleito, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro não poderão concorrer em 2026.

Zambelli está inelegível após condenação no Supremo Tribunal Federal, enquanto Eduardo Bolsonaro está fora do país. Além deles, Ricardo Salles, terceiro mais votado do PL em São Paulo na última eleição, atualmente integra outra legenda.

Já Guilherme Derrite, que também figurou entre os mais votados, deve disputar o Senado por outro partido, reduzindo ainda mais o peso da bancada original do PL no estado.

Reconfiguração da chapa

Diante desse cenário, a formação da chapa para a Câmara dos Deputados em São Paulo tem sido tratada como um dos principais desafios internos do partido. A ausência de nomes com histórico recente de alta votação exige a construção de novas lideranças com potencial eleitoral.

Pavanatto, que teve 161,3 mil votos em sua primeira eleição, desponta como a principal aposta nesse processo de renovação. A estratégia do partido é ampliar sua visibilidade e transferir o desempenho obtido na eleição municipal para o cenário federal.

Entre os nomes remanescentes, Pastor Marco Feliciano ainda é citado como possível candidato, mas sua eventual participação tende a ocorrer em outra disputa, voltada ao Senado.

A expectativa no partido é de que a definição da chapa e o desempenho dos novos nomes sejam determinantes para o resultado eleitoral em um dos principais colégios eleitorais do país.

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