A segurança pública dominou os momentos de maior confronto no debate entre candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro promovido pelo g1 nesta terça-feira (22). Carlos Jordy (PL), Pedro Paulo (PSD), Marcos Dias (Podemos) e Marcelo Crivella (Republicanos) apresentaram propostas para o combate às facções criminosas e divergiram sobre legislação penal, sistema prisional e responsabilidades pela expansão do crime organizado no estado.
Na discussão sobre retomada de territórios, Crivella defendeu parcerias com empresas privadas de segurança para reforçar as fronteiras. Pedro Paulo propôs a participação do Exército no treinamento das forças de segurança estaduais para ações de combate ao crime e recuperação de áreas controladas por organizações criminosas.
Jordy defendeu o endurecimento da legislação e a aplicação de regras previstas em propostas de combate às facções. O candidato também sustentou que chefes de organizações criminosas sejam enviados para presídios de segurança máxima, além do fim da progressão de pena para lideranças do crime e das chamadas “saidinhas”.
Castro entra no centro do confronto
O debate esquentou quando Pedro Paulo ampliou as críticas à política de segurança e responsabilizou a gestão do ex-governador Cláudio Castro pelo avanço das organizações criminosas. Segundo o candidato do PSD, o Rio passou oito anos sob um governo que permitiu que o crime chegasse ao Palácio Guanabara.
Pedro Paulo afirmou ainda que Castro seria aliado de um dos participantes do debate, sem mencionar nominalmente Jordy. O candidato do PL reagiu e declarou que nunca foi aliado do ex-governador. Também classificou como “leviano” atribuir apenas à administração estadual os problemas da segurança pública.
Jordy, então, direcionou suas críticas ao campo nacional e afirmou que Pedro Paulo é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também acusou o adversário de ter votado contra o fim das saídas temporárias.
Pedro Paulo respondeu dizendo que é contrário ao benefício para determinados criminosos, mas ponderou que a legislação deve diferenciar delitos de menor gravidade de crimes como assassinato e feminicídio.
Candidatos divergem sobre combate às facções
Marcos Dias defendeu maior integração entre os Poderes e as forças de segurança. Ao abordar a violência, relatou que seu irmão foi baleado na cabeça há 13 anos quando seguia para uma igreja. Dias também afirmou apoiar Eduardo Paes para o Governo do Rio e Flávio Bolsonaro para a Presidência.
Ao responder às críticas de Pedro Paulo, Marcos Dias lembrou que o PT ocupa a Presidência desde 2023 e afirmou que parlamentares petistas votaram contra o fim das saídas temporárias.
Jordy também defendeu a retomada de territórios ocupados por organizações criminosas. Ao citar a Operação Contenção, classificou a iniciativa como bem-sucedida, mas ressaltou que ações policiais precisam ser acompanhadas de investimentos em inteligência.
Crivella, por sua vez, concentrou sua proposta no reforço da fiscalização das fronteiras, defendendo a participação de empresas privadas de segurança como complemento à atuação estatal.







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