O governador Cláudio Castro responsabilizou o Ministério Público, a Justiça do Rio e o Tribunal de Contas pelo impasse em torno da conclusão das obras da linha 4 do metrô. Em conversa com jornalistas, afirmou que caso ocorra algum acidente – hipótese tecnicamente improvável – com o rompimento da enorme cratera inundada por 36 milhões de litros de água na Gávea, as duas instituições devem ser cobradas porque estão impedindo o avanço de uma solução imediata.
– Meu pavor aquela água embaixo da PUC. Se cair, a culpa é de vocês, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado. O Estado já tentou licitar duas vezes. E estou tentando fazer acordo. Porque se aquele troço cai, vai matar gente ali e estou muito preocupado. Para o processo jurídico aqui, joga a briga para lá. Mas não indexa isso à vida de milhares de pessoas. O processo judicial não é mais importante do que a vida das pessoas. Se tiver que perder dinheiro, perde, cobra depois. Já tem exemplos graves. Promotor é apegado em seu processo jurídico e não deixa a obra andar — criticou Castro, que esclareceu que os laudos técnicos garantem que não há risco.
– Mas em São Paulo também diziam que não havia risco e aconteceu o acidente – completou.
Claudio Castro se referiu ao acidente ocorrido em São Paulo, em fevereiro de 2022, quando uma cratera se abriu na Marginal Tietê após o asfalto ter cedido ao lado da obra do Metrô da Linha 6-Laranja, na Marginal Tietê, na Freguesia do Ó, na Zona Norte de São Paulo.





