A recuperação do ex-presidente Jair Bolsonaro após uma cirurgia no ombro direito começou a apresentar sinais positivos ainda nas primeiras horas após o procedimento. A informação foi divulgada na noite desta sexta-feira pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que acompanha o quadro clínico desde a internação, em Brasília.
Segundo ela, o ex-presidente respondeu bem à intervenção e já apresentava evolução no estado geral de saúde. “O galego (como se refere a Bolsonaro) já está sem o oxigênio nasal. Conseguiu tomar sopa, e os dedos da mão do braço do procedimento — que é normal não se mexerem por conta do anestésico —já voltaram a se movimentar nesta noite. Está bem, graças a Deus”, escreveu Michelle em comunicado divulgado nas redes sociais (veja abaixo).

Procedimento e primeiras horas de recuperação
A cirurgia foi realizada no Hospital DF Star e durou cerca de cinco horas, considerando o período de preparação e o ato cirúrgico. De acordo com o boletim médico, o procedimento transcorreu sem intercorrências.
“O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi submetido a cirurgia de reparo artroscopico do manguito rotador a direita, sem intercorrências. No momento, encontra-se internado em unidade de internação para controle de dor e observação clínica”, diz o boletim.
O médico ortopedista responsável, Alexandre Paniago, informou que o processo completo envolve cerca de duas horas de preparação, incluindo a colocação de cateter para medicação, e aproximadamente três horas de cirurgia.
Autorização do STF e contexto da internação
A realização da cirurgia foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março e precisou de aval judicial para deixar sua residência e ser internado.
O pedido foi apresentado pela defesa no dia 21 de abril, com base em laudos médicos que apontaram a necessidade de intervenção cirúrgica. A autorização incluiu também a permissão para que Michelle acompanhasse o ex-presidente durante todo o período de internação. Outras visitas foram suspensas, salvo nova decisão judicial.
A decisão determinou ainda que o deslocamento fosse realizado sob escolta do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Quadro clínico e indicação cirúrgica
De acordo com os relatórios médicos apresentados ao STF, Bolsonaro apresentava lesões significativas no ombro direito, incluindo comprometimento do tendão do supraespinhal, lesões no subescapular e subluxação do bíceps.
Os documentos também indicaram que ele sofria de dores “recorrentes e intermitentes”, tanto em repouso quanto durante movimentos do braço. A defesa argumentou que o procedimento era necessário para preservar a funcionalidade do membro e garantir melhores condições de saúde.
Os advogados sustentaram que a cirurgia tinha caráter “estritamente humanitário e sanitário”, destacando que a manutenção do quadro poderia afetar a qualidade de vida e o direito fundamental à saúde do paciente.
Histórico recente de saúde
Antes da cirurgia, Bolsonaro já havia passado por um período de internação no mesmo hospital, onde tratou uma broncopneumonia. A nova intervenção foi motivada por dores decorrentes de uma queda sofrida enquanto estava sob custódia no batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
A equipe médica segue monitorando a evolução do quadro clínico, com foco no controle da dor e na recuperação dos movimentos do ombro operado.






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