Ruas propõe teto de gastos no Rio e promete ampliar transparência das contas públicas

Candidato do PL afirma que despesas não devem avançar acima das receitas e prevê corte de gastos na máquina para recuperar capacidade de investimento do Estado

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O candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, defendeu nesta sexta-feira (11) a criação de um teto de gastos para o Estado como uma das principais medidas para buscar o equilíbrio das contas públicas. Durante encontro com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), ele afirmou que a proposta seria acompanhada por mecanismos de controle das despesas e maior transparência na gestão dos recursos públicos.

A ideia apresentada pelo candidato é estabelecer uma regra que impeça as despesas estaduais de avançarem em ritmo superior ao crescimento das receitas. Ruas também defendeu previsibilidade na administração das contas e redução dos gastos da estrutura pública para ampliar a margem destinada a investimentos.

“As despesas não podem crescer para além do crescimento da receita. Por isso, vamos fazer um considerável corte de gastos na máquina para manter a situação fiscal equilibrada e abrir espaço para investimentos”, afirmou.

Teto para controlar despesas

Ao abordar a situação financeira do Estado, Ruas sustentou que o aumento da arrecadação nos últimos anos não foi suficiente para evitar a deterioração das contas porque as despesas avançaram em ritmo superior.

Segundo os dados apresentados pelo candidato no encontro, a receita estadual cresceu 21% nos últimos cinco anos. No mesmo período, de acordo com Ruas, as despesas registraram uma expansão ainda maior, cenário apontado por ele como uma das causas do atual desequilíbrio fiscal.

A proposta de teto de gastos, portanto, funcionaria como uma trava para impedir que o crescimento das despesas ultrapasse o avanço das receitas. Ruas associou a medida à adoção de regras claras para execução e acompanhamento do orçamento, com ênfase em responsabilidade fiscal, transparência e previsibilidade.

Transparência entra no centro da proposta

Além da limitação das despesas, Ruas colocou a transparência das contas estaduais entre os pilares da política fiscal que pretende implementar caso seja eleito. A intenção apresentada no encontro é combinar controle de gastos com mecanismos que permitam acompanhar com maior clareza a utilização dos recursos públicos.

A redução das despesas da máquina estadual também foi defendida como caminho para recuperar espaço no orçamento destinado a investimentos. O candidato, no entanto, não detalhou durante o encontro quais áreas da administração seriam atingidas pelos cortes nem o tamanho da economia pretendida.

Firjan apresenta propostas para os primeiros 100 dias

Durante o encontro, dirigentes da Firjan entregaram ao candidato um conjunto de sugestões com medidas consideradas prioritárias para os primeiros 100 dias de uma eventual gestão.

Ruas também foi questionado sobre políticas para o setor imobiliário. Ele defendeu a utilização de incentivos como instrumento para estimular a geração de empregos, atrair novos investimentos e contribuir para a recuperação de áreas degradadas.

A discussão econômica ocorre em um momento em que a situação fiscal e a capacidade de investimento do governo estadual ocupam espaço relevante no debate eleitoral. Ao apresentar o teto de gastos como uma das respostas para esse cenário, Ruas busca associar sua plataforma econômica ao controle das despesas, à responsabilidade fiscal e à transparência da administração pública.

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