Luken Cesar Burghi Augusto, apontado como um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e considerado um dos criminosos mais procurados do Brasil, foi morto neste sábado (9) em Praia Grande, no litoral de São Paulo, durante uma ação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).
Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), o suspeito reagiu à abordagem atirando contra os policiais, que revidaram. “Infelizmente, o indivíduo optou pelo confronto”, afirmou Derrite, destacando que a reação letal foi a única alternativa diante da agressão armada. Nenhum agente ficou ferido.
Histórico criminal e liderança na facção
Condenado a 46 anos e 11 meses de prisão, Luken era foragido e tinha participação confirmada no assalto a uma empresa de transporte de valores da Protege, em Araçatuba (SP), em 2017. Além disso, investigações apontavam seu papel estratégico na expansão do PCC para pelo menos 28 países, incluindo nações como Turquia e Japão, consolidando a presença da facção no cenário internacional do crime organizado.
O confronto aconteceu na Avenida Dom Pedro II, no bairro Ocian. Após a troca de tiros, outro homem identificado como Gabriel — também com mandado de prisão em aberto — pegou a arma de Luken e fugiu. Ele foi localizado e preso por equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Apreensões e investigações
Com Gabriel, a polícia recuperou a pistola calibre 9 mm usada por Luken no confronto. No local da ocorrência também foram apreendidas munições, documentos suspeitos de falsificação e estojos de projéteis. As câmeras corporais dos policiais envolvidos registraram toda a ação, e as imagens serão analisadas para apurar as circunstâncias da ocorrência.
A Secretaria de Segurança Pública informou ainda que a perícia técnica foi acionada e exames residuográficos serão realizados. A operação integra o conjunto de ações voltadas para desarticular a cúpula do PCC no estado. Apesar da morte de Luken, autoridades reconhecem que a facção mantém forte estrutura de comando e que outros integrantes de alto escalão podem assumir posições estratégicas.
A ofensiva contra o crime organizado segue em curso, com novas operações previstas para os próximos meses. A morte de Luken é considerada pelas forças de segurança um golpe relevante contra a facção, mas não definitivo.






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