Rodoviários de Niterói e cidades do Leste Fluminense pedem reajuste salarial e volta dos cobradores

Proposta foi enviada ao Ministério Público do Trabalho e às empresas; setor diz que aguarda medidas dos governos municipal e estadual para se recuperar economicamente

Rodoviários de Niterói, São Gonçalo, Maricá e outras cidades do Leste Fluminense aprovaram, em assembleias realizadas na semana passada, reajuste salarial de 13%. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários (Sintronac), a proposta foi encaminhada às empresas do setor e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Caso seja aprovada, ela vai vigorar de 1º de novembro até a mesma data em 2025.

Ainda de acordo com a entidade, as propostas foram aprovadas por maioria, com 576 votos a favor e 47 contra, com a presença de rodoviários dos municípios que fazem parte da base sindical.

A categoria reivindicou também cesta básica de R$ 600, com desconto de 10% na folha de pagamento; o fim da cobrança de passagens de ônibus com dinheiro; e 1% de comissão para os motoristas sobre cada passagem paga em suas viagens.

O presidente do Sintronac, Rubens dos Santo Oliveira, afirmou ainda que o sindicato continuará sustentando que os contratos de concessão garantam a volta dos trocadores.

— Também estamos inclinados a defender a proposta da tarifa zero que está se espalhando pelo país e tem sido a grande solução para o transporte de massa. Quanto mais se estimular as pessoas a utilizar ônibus, menos carros de passeio nós vamos ter na rua — diz.

Subsídio em pauta

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) destaca o compromisso das operadoras de valorizar os seus colaboradores e oferecer as melhores condições de trabalho em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá. “É importante destacar, no entanto, que as negociações deverão levar em conta a saúde financeira das empresas, que estão pressionadas pela crise econômica que atinge o setor de transporte público, agravada pelas perdas acumuladas durante a pandemia de Covid-19”, diz o texto.

Ainda de acordo com a nota do Setrerj, as empresas aguardam, por parte do poder concedente, tanto na esfera municipal como na estadual, ações efetivas e urgentes para recuperar os sistemas de transporte, que enfrentam defasagem da tarifa e reajuste dos custos de operação acima da inflação.

Aprovada pela Câmara, a proposta que cria subsídio de custeio de parte da tarifa de ônibus ainda espera para ser aprovada pelo Executivo. Segundo a Secretaria de Urbanismo e Mobilidade do município, a demora se deve ao período eleitoral. A prefeitura prevê que a aplicação da medida deve ocorrer apenas após o término do processo eleitoral, dia 27 de outubro.

Com informações do GLOBO.

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