O atacante Richarlison voltou a provocar Flávio Bolsonaro nas redes sociais e reacendeu a polêmica envolvendo uma propriedade de luxo em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. Ao comentar a fuga do senador do país, o jogador ironizou a situação com a frase: “Então não tem ninguém na ilha, né?”. A publicação faz referência à disputa judicial pela posse da Ilha Comprida, avaliado em cerca de R$ 10 milhões.
Richarlison compartilhou três imagens produzidas por inteligência artificial. Nas montagens, ele aparece chegando à propriedade, fazendo um churrasco e pilotando um barco nas águas da região. Uma das imagens traz uma placa com a frase “De volta à Ilha do Richarlison”.
A publicação repercutiu nas redes sociais e recebeu um comentário de Neymar, companheiro de Richarlison na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2022.
“Próxima vez lê o contrato, seu moleque”, escreveu Neymar, em uma referência ao impasse envolvendo a propriedade. O atacante do Santos apoiou a candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente.

A disputa pela ilha em Angra dos Reis
A controvérsia envolve a posse da ilha. Richarlison afirma que adquiriu os direitos de posse do imóvel em 2020 e investiu aproximadamente R$ 10 milhões na compra e nas melhorias realizadas no local.
Segundo o jogador, Flávio Bolsonaro demonstrou interesse em adquirir a propriedade depois da negociação inicial. O senador teria divulgado, inclusive, um vídeo feito por drone que mostrava a casa e uma cachoeira próxima ao terreno.
Richarlison afirma que não aceitou vender o imóvel e sustenta que, posteriormente, a posse foi reconhecida judicialmente em favor do advogado Willer Tomaz, apontado como pela Polícia Federal como sócia e amigo do parlamentar.
O atleta também questiona a condução do processo e afirma que houve rapidez incomum nos procedimentos relacionados à regularização da área.

O que dizem Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz
A versão apresentada por Willer Tomaz é diferente. O advogado, que estaria foragido do Brasil, sustenta que adquiriu legalmente os direitos de posse diretamente da legítima proprietária e argumenta que Richarlison teria negociado com pessoas que não possuíam respaldo jurídico para transferir o imóvel.
Flávio Bolsonaro e a defesa de Tomaz negam que o senador tenha participado da compra ou atuado como intermediário na negociação. Segundo essa versão, Flávio figurou apenas como testemunha na ação judicial.







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