Republicanos fecha com Flávio Bolsonaro, mas abre exceção para lulistas

O Republicanos decidiu sair da posição de independência adotada no primeiro turno da eleição presidencial e anunciou nesta quarta-feira (7) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão nacional, no entanto, veio acompanhada de uma ressalva importante: integrantes da legenda que mantêm alianças políticas com…

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O Republicanos decidiu sair da posição de independência adotada no primeiro turno da eleição presidencial e anunciou nesta quarta-feira (7) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão nacional, no entanto, veio acompanhada de uma ressalva importante: integrantes da legenda que mantêm alianças políticas com o petista nos estados estarão liberados para continuar ao lado de Lula.

A flexibilização atinge nomes importantes do partido, entre eles o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que ocupou o Ministério de Portos e Aeroportos no governo Lula.

Segundo a direção nacional, a maior parte da legenda está alinhada a Flávio Bolsonaro. A cúpula decidiu, porém, preservar as particularidades políticas regionais e não aplicar punições a quem seguir caminho diferente no segundo turno.

Marcos Pereira anuncia decisão

O anúncio foi feito pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, durante ato realizado em Brasília. Flávio Bolsonaro participou do encontro para receber oficialmente o apoio.

“O primeiro turno passou, o povo falou. Venho anunciar que o Republicanos apoiará Flávio Bolsonaro para presidente da República. Mas eu preciso, em respeito à minha liderança, manter o respeito a realidades locais, e cito como exemplo Paraíba e Pernambuco”, declarou Pereira.

Hugo Motta e Silvio Costa Filho não participaram da reunião.

A ausência dos dois reflete justamente a estratégia adotada pela direção partidária. Na Paraíba, Motta declarou apoio a Lula, enquanto Costa Filho mantém relação política com o governo petista em Pernambuco.

A composição da Executiva Nacional mostra o peso dos dois dentro da estrutura partidária. Motta ocupa a primeira vice-presidência nacional do Republicanos, enquanto Costa Filho integra a Executiva como primeiro tesoureiro.

Tarcísio entra em campo

Entre as principais lideranças presentes estava o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que já apoiava Flávio Bolsonaro. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), outro nome identificado com o campo bolsonarista dentro da legenda, também participou.

Tarcísio discursou diretamente para Flávio durante o evento.

“Você tem uma coisa: bom propósito. Você quer transformar o Brasil. O Republicanos não está simplesmente para te dar apoio e você vai ser eleito, mas para além disso: te ajudar a ser presidente da República”, afirmou o governador.

O alinhamento de Tarcísio com Flávio não começou no segundo turno. Em agosto, durante a convenção estadual do Republicanos em São Paulo, Marcos Pereira já havia anunciado que o diretório paulista apoiaria a candidatura do senador à Presidência.

Partido muda posição do primeiro turno

A decisão desta quarta representa uma mudança em relação à postura nacional adotada pelo Republicanos no início da campanha.

Em 4 de agosto, após consultar as executivas estaduais, a legenda anunciou oficialmente uma posição de “independência institucional” na eleição presidencial. Na ocasião, o partido justificou a decisão pela necessidade de respeitar diferentes alianças e cenários políticos construídos nos estados.

Esse mesmo componente regional ajuda a explicar por que, mesmo depois de declarar apoio a Flávio no segundo turno, o Republicanos decidiu não obrigar todos os filiados a seguirem a orientação.

Segundo o relato da direção partidária, o resultado do primeiro turno e o encerramento de parte das disputas estaduais e proporcionais alteraram o cálculo político. Com menos conflitos entre interesses locais e a eleição presidencial, a maioria da cúpula considerou possível formalizar o alinhamento nacional com o PL.

Apoios se reorganizam

O Republicanos se junta a outras forças políticas que se movimentaram depois do primeiro turno. União Brasil e PP, que formam uma federação, além do Novo, também declararam apoio a Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência pelo PSD, endossou o candidato do PL, embora seu partido tenha mantido posição de neutralidade.

O Podemos também discute o encaminhamento de apoio ao candidato do PL.

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