Dez dos 27 diretórios estaduais do MDB declararam apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A manifestação foi divulgada nesta terça-feira, em meio à expectativa de um ato em São Paulo no qual 17 diretórios do partido devem anunciar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A carta é assinada pelas representações do Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia. Segundo o documento, o posicionamento busca defender “a liberdade, a democracia e a soberania do povo brasileiro”.
Apoio mobiliza lideranças e diretórios
Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Marcelo Castro (MDB-PI) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) gravaram um vídeo para reforçar o apoio a Lula e divulgar a carta. Na gravação, também defenderam a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1.
Representantes dos dez diretórios vinham se reunindo nos últimos dias para discutir a atuação do grupo na campanha. Antes da divulgação do documento, parlamentares se encontraram em Brasília nesta terça-feira.
A carta convoca dirigentes, prefeitos, vereadores, deputados e senadores do partido a participar da campanha. Entre as ações citadas estão a presença em comitês de mobilização, carreatas, mutirões de rua, atos políticos e atividades nas redes sociais.
O grupo também defende a continuidade de políticas públicas como o Bolsa Família, o Pé-de-Meia e o Farmácia Popular. No texto, afirma apoiar medidas voltadas ao desenvolvimento econômico, à geração de emprego e renda e à redução das desigualdades.
Maioria do MDB deve apoiar Flávio Bolsonaro
A iniciativa dos dez diretórios ocorre como reação ao evento previsto em São Paulo para formalizar o apoio de 17 representações estaduais a Flávio Bolsonaro. O senador também reuniu em torno de sua candidatura partidos como a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, além de Republicanos, Podemos e Novo.
A adesão desses partidos representa um revés para Lula e provocou insatisfação entre aliados do presidente. O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, defendeu uma “limpa” nas indicações dessas legendas na estrutura federal.
Integrantes do MDB que apoiam Lula tiveram espaço no governo, incluindo Renan Filho, ex-ministro dos Transportes, e Jader Filho, ex-ministro das Cidades. Simone Tebet, que comandou o Planejamento, deixou o MDB e se filiou ao PSB.







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