A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, informou ter removido sete perfis que violavam suas regras após uma ação apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida foi comunicada nesta terça-feira (13), em resposta a questionamentos da campanha sobre o funcionamento das redes sociais durante o período eleitoral.
Na manifestação encaminhada ao ministro Marco Aurélio Bellizze, a empresa também reconheceu duas falhas técnicas envolvendo a campanha petista: o bloqueio indevido de uma conta de anúncios e um problema na contabilização de visualizações de vídeos publicados no Instagram.
As explicações, no entanto, não encerraram os questionamentos da coligação Brasil Pronto pra Mais. Representantes da campanha afirmam que ainda existem dúvidas sobre a quantidade de contas irregulares em funcionamento e sobre a igualdade de tratamento dispensada aos candidatos.
Sete contas foram excluídas após investigação
A remoção dos perfis ocorreu durante a apuração de denúncias apresentadas pela coligação de Lula à Justiça Eleitoral. Na ação, a campanha havia apontado uma suposta rede de 255 contas associadas à disseminação de desinformação e outras práticas irregulares.
Segundo a resposta encaminhada ao TSE, a Meta conseguiu analisar 35 perfis identificáveis no material apresentado. Desse total, sete foram desativados durante a investigação, sendo seis por reincidência em violações das regras da plataforma e um por utilização de identidade enganosa.
Outras quatro contas já estavam indisponíveis quando a empresa realizou a verificação. A manifestação não esclarece a situação de todos os 255 perfis mencionados inicialmente pela coligação.
Empresa reconhece falhas em anúncios e visualizações
Além da exclusão das contas, a Meta confirmou que o sistema de anúncios da campanha de Lula foi bloqueado indevidamente em 23 de setembro.
De acordo com a empresa, a suspensão ocorreu por um erro nos mecanismos automáticos de identificação de fraudes. O acesso foi restabelecido pouco mais de uma hora depois.
Outro problema aconteceu em 7 de outubro, quando uma falha técnica afetou a contagem de visualizações dos Reels no Instagram. A Meta afirmou que a inconsistência atingiu usuários de mais de cem países e não comprometeu a distribuição dos conteúdos publicados.
PT cobra transparência e questiona tratamento das campanhas
O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que os esclarecimentos apresentados pela empresa confirmam parte dos problemas denunciados, mas não afastam as preocupações sobre possíveis diferenças no tratamento das candidaturas.
“Quantas contas irregulares ainda existem? Quantas estão ativas? Esse tipo de problema técnico atinge a campanha de Lula e a campanha de Flávio de forma igual ou tem desequilíbrio?”, questionou.
O dirigente também defendeu a continuidade da fiscalização sobre as plataformas digitais e afirmou que o partido seguirá recorrendo à Justiça sempre que identificar possíveis irregularidades.
“Não vamos abrir mão de denunciar, de entrar com representação, com ação judicial. Não vamos parar de lutar por transparência”, declarou.
Éden mencionou ainda a mobilização de apoiadores nas ruas e nas redes sociais durante o segundo turno, incluindo manifestações em São Paulo e no Rio de Janeiro.
“Nós não vamos aceitar nem censura, nem parcialidade. As redes sociais definitivamente não podem ser armas contra a cidadania, contra a soberania e contra a democracia”, concluiu.
Apesar das críticas da coligação, a resposta da Meta não representa, por si só, comprovação de tratamento desigual entre as campanhas presidenciais.







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