‘Quem defende interinidade defende instabilidade institucional’, diz Douglas Ruas após eleição na Alerj; vídeo

Novo presidente da Assembleia reage à atuação de PSD e PDT na Justiça, aponta contradições e promete gestão para os 70 deputados

Recém-eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o deputado Douglas Ruas abriu seu primeiro discurso no cargo com um recado direto à oposição: quem defende a interinidade no comando do estado está, na prática, defendendo a instabilidade institucional.

“Falam de instabilidade, mas a interinidade é totalmente o oposto à estabilidade. Então quem defende interinidade está defendendo instabilidade institucional no Estado do Rio de Janeiro”, afirmou.

A declaração foi feita logo após sua eleição para o comando da Casa, em um discurso marcado por críticas às movimentações judiciais de partidos como PSD e PDT, que têm recorrido à Justiça em meio à disputa sobre o modelo de sucessão no governo estadual.

Críticas à judicialização e à oposição

Ruas acusou diretamente as legendas de tentarem transferir para o Judiciário um debate que, segundo ele, deveria ser resolvido no campo político.

“Isso tem que ficar claro ao PSD e ao PDT, que buscam, através de manobras jurídicas, levar o debate que é da arena política para o Judiciário”, declarou.

O novo presidente da Alerj também afirmou que não utilizará o cargo para tratar da disputa pelo governo, indicando que fará esse enfrentamento fora da função institucional.

“Não vou utilizar a presidência hoje para fazer o debate sobre a eleição de governador. O farei na qualidade de deputado estadual, através das minhas redes sociais”, disse.

Contradição apontada no PSD

Um dos pontos mais contundentes do discurso foi a crítica à postura do PSD, que, segundo Ruas, teria adotado posições contraditórias sobre a legislação que regula a eleição indireta no estado.

“O PSD aprovou nessa Casa a lei complementar que regulamenta a eleição indireta. Votaram favoráveis. Depois eles mesmos vão ao Supremo Tribunal Federal para dizer que essa lei é inconstitucional. Olha que contradição”, afirmou.

A fala ocorre em meio ao embate jurídico e político que envolve a definição das regras para eventual eleição indireta no estado — tema que tem mobilizado partidos e provocado disputas tanto no plenário da Alerj quanto nos tribunais.

Discurso de pacificação institucional

Apesar do tom crítico, Ruas buscou encerrar sua fala com um aceno institucional aos parlamentares, inclusive àqueles que não participaram da sessão ou recorreram à Justiça.

“Serei o presidente dos 70 deputados. Independente de espectro político, trabalharei para garantir a prerrogativa de cada mandato”, declarou.

Ele também ressaltou o compromisso com o funcionamento da Casa e o respeito às atribuições de cada parlamentar, em um momento de forte tensão política no estado.

A eleição de Ruas ocorre em meio a um cenário de incerteza institucional no Rio de Janeiro, marcado por disputas judiciais, divergências sobre o modelo de sucessão e embates entre grupos políticos dentro e fora da Alerj.

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