A Polícia Civil investiga a morte de uma bebê, de 1 ano e 6 meses, ao dar entrada na UPA Pediátrica do Cocotá, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, nesta quinta-feira (16).
Agentes do 17º BPM (Ilha do Governador) informaram que foram acionados para verificar o caso, na Praia da Bandeira. No local, o pai relatou que havia levado a filha, Aylla dos Santos Lahyre de Oliveira, que estava passando mal, para atendimento médico na UPA e que, após o atendimento, ela morreu.
“Eu levei ela 13h, não estava se alimentando bem. Minha filha está com os dentes nascendo, desde ontem sem dormir, agoniada, botando o dedo na boca. Não estava com febre, estava super bem, chegou lá brincando. Deram uma fita verde para ela. Às 15h30, eu reclamei, falaram que o atendimento era por ordem de chegada e gravidade. Chegamos no consultório, deram uma injeção nela de corticoide, botaram no soro e aferiram o batimento cardíaco. Até ai, estava tudo bem. Do nada, levaram ela para outra sala, comigo junto, falando que precisaria de outra medicação”, narrou Andrey Lahyre, pai da vítima, ao Agenda do Poder.

Segundo o familiar, foi solicitado por uma das enfermeira do local que ele aguardasse do lado de fora, deixando a menina com a mãe apenas. Enquanto esperava, Andrey recebeu a informação de que a filha estava em estado grave e indo para a sala vermelha. Aylla não resistiu.
“Não deixaram a gente acompanhar a medicação, nada. Deram um montão de remédio, minha filha está toda furada lá, inchada. Mataram a minha filha!”.
A 37ª DP (Ilha do Governador) instaurou um procedimento para investigar a morte.
Em nota, a direção da UPA informou que a criança recebeu atendimento de acordo com os protocolos de assistência à saúde. A Fundação Saúde, responsável pela gestão da unidade, comunicou que abrirá sindicância para apurar o caso.
Vídeo gravado horas antes da morte
Um vídeo gravado pelo pai de Aylla mostra a menina pulando e dançando em cima de uma cama, em casa, poucas horas antes de dar entrada na UPA.
Andrey disse que a filha foi levada à unidade porque não estava se alimentando bem. Ele relatou que tentou oferecer banana e outras comidas, mas a criança recusou. No entanto, aparentava estar bem.
Reclamações
A morte gerou repercussão nas redes sociais, onde internautas relataram experiências negativas na unidade.
“Uma médica de lá passou pra minha filha com 3 meses um remédio que só podia tomar com mais de 1 ano! Sorte que o atendimento se arrastou por tanto tempo que quem finalizou foi outra médica, ela viu a receita e ficou horrorizada, corrigiu o erro!”, escreveu uma internauta.
“Já trabalhei 4 anos na UPA do Cocotá e já vi muitos descasos sendo abafados lá dentro. Uma falta de respeito muito grande na parte da emergência, onde ficam a sala amarela, a sala vermelha e o isolamento. Eu via técnicos transitando com uma naturalidade, achando que estavam em casa, cantando alto, rindo alto, conversando alto. Uma falta de respeito”, disse outra.
Um terceiro comentário diz: “Meu filho de 3 anos, com febre 41 graus, deram pulseira verde e fiquei revoltado com isso, é uma vergonha. Tive que chamar a polícia para levarem a sério. Eu já fiz ocorrência, já chamei polícia, fui na ouvidoria e não resolve, é péssimo atendimento, e um descaso total!”.






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