Vídeo: familiares fazem passeata por justiça após morte de bebê na Ilha

Ato começou em frente à Igreja São Sebastião do Cocotá e seguiu até o Cemitério da Cacuia, acompanhado por carros

Pouco antes do enterro, familiares deAylla dos Santos Lahyre de Oliveira, de 1 ano e 6 meses, iniciaram um protesto em frente à Igreja Católica São Sebastião do Cocotá, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Com cartazes, camisetas com a foto da criança e pedidos de justiça, o grupo saiu em passeata até o Cemitério da Cacuia, onde o sepultamento aconteceu às 15h45 deste sábado (18).

A manifestação reuniu várias pessoas e foi acompanhada por uma carreata. Em vídeos enviados à Agenda do Poder, é possível ver o cortejo seguindo pelas ruas da região, em clima de comoção e revolta.

Veja:

Relembre o caso

O bebê deu entrada na UPA de Cocotá na última quinta-feira (16), levado pelos pais após dificuldade para comer devido ao nascimento dos dentinhos. Segundo o pai da vítima, ela recebeu medicamentos no local e, logo depois, veio a óbito.

“Não estava com febre, estava super bem, chegou lá brincando. Deram uma fita verde para ela. Às 15h30, eu reclamei [por não sermos atendidos ainda], falaram que o atendimento era por ordem de chegada e gravidade. Chegamos no consultório, deram uma injeção nela de corticoide, botaram no soro e aferiram o batimento cardíaco. Até ai, estava tudo bem. Do nada, levaram ela para outra sala, comigo junto, falando que precisaria de outra medicação”, narrou Andrey Lahyre.

De acordo com o pai, uma enfermeira pediu que ele aguardasse do lado de fora, deixando a criança apenas com a mãe. Pouco depois, recebeu a informação de que a filha havia sido encaminhada em estado grave para a sala vermelha. Aylla não resistiu.

Problemas no IML e investigação

Segundo familiares, o corpo só teria sido liberado após pressão da imprensa. A madrinha da menina, Thaiza Frade, contou que a UPA encaminhou Aylla ao Instituto Médico Legal sem o prontuário, o que teria dificultado o processo para o sepultamento.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o pai da criança, Andrey Lahyre, fez um desabafo emocionado e cobrou justiça. Ele afirmou que não conseguia sequer enterrar a filha por causa de erros nos registros enviados às autoridades.

Assista:

A 37ª DP (Ilha do Governador) instaurou um procedimento para investigar a morte, que corre sob sigilo.

O que diz a Secretaria de Saúde?

Em nota, a direção da UPA informou que a criança recebeu atendimento de acordo com os protocolos de assistência à saúde. A Fundação Saúde, responsável pela gestão da unidade, comunicou que abrirá sindicância para apurar o caso.

Sobre a falta de documentação para o IML denunciada pela família, a assessoria da Secretaria informou que, de acordo com a Fundação Saúde, os documentos teriam sido devidamente entregues, o que permitiu a liberação do corpo da criança para o sepultamento.

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