Pai denuncia demora no IML após morte de bebê em UPA do Rio; vídeo

Família de Aylla, de 1 ano e 6 meses, relata erro em documentos e cobra investigação sobre atendimento na Ilha do Governador

A dor pela perda da pequena Aylla dos Santos Lahyre de Oliveira, de apenas 1 ano e 6 meses, ganhou novos contornos de revolta para a família nesta sexta-feira (17). Além da morte após atendimento na UPA Pediátrica do Cocotá, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, parentes denunciaram atraso na liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML) por supostos problemas na documentação enviada pela unidade de saúde.

Segundo familiares, o corpo só teria sido liberado após pressão da imprensa. A madrinha da menina, Thaiza, afirmou que a UPA encaminhou Aylla ao IML sem os documentos necessários, o que teria dificultado o processo para o sepultamento.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o pai da criança, Andrey Lahyre, fez um desabafo emocionado e cobrou justiça. Ele afirmou que não conseguia sequer enterrar a filha por causa de erros nos registros enviados às autoridades.

Andrey também questionou o atendimento recebido pela bebê na unidade médica. Segundo ele, Aylla chegou ao local consciente, brincando e aparentemente bem, mas saiu em óbito horas depois. O pai relatou ainda que a filha passou por diversas salas de medicação e recebeu vários procedimentos antes de morrer.

De acordo com o relato, uma enfermeira teria pedido para que ele aguardasse do lado de fora da sala, permanecendo apenas a mãe com a criança. Pouco tempo depois, ele foi informado de que a menina havia sido levada em estado grave para a chamada sala vermelha, setor reservado para casos de emergência.

Polícia Civil investiga morte de bebê na Ilha do Governador

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Policiais militares do 17º BPM (Ilha do Governador) foram acionados na quinta-feira (16) para verificar a ocorrência na Praia da Bandeira.

No local, o pai contou aos agentes que levou a filha para atendimento médico porque ela estava passando mal e que, após ser atendida na UPA, a criança morreu.

A investigação deve apurar as circunstâncias da morte, o atendimento prestado à menina e também a denúncia de irregularidades na documentação encaminhada ao IML.

Família pede respostas

Abalada, a família pede esclarecimentos sobre o que aconteceu dentro da unidade de saúde e quer responsabilização caso sejam confirmadas falhas.

A Secretaria estadual de Saúde informou que a Fundação Saúde, gestora das UPAs estaduais, lamenta profundamente a morte da criança e afirma que abrirá sindicância para apurar com rigor o atendimento prestado pela UPA Cocotá, na Ilha do Governador.

“A Fundação vai avaliar o motivo da evolução rápida para o óbito, mesmo após a menina ter sido atendida, passado por exames laboratoriais e de imagem e medicada de acordo com seu quadro clínico. Somente essa investigação detalhada do caso pela sindicância poderá esclarecer o que teria ocorrido”, afirma a nota da Secretaria.

Sobre a falta de documentação para o IML denunciada pela família, a assessoria da Secretaria informou que, de acordo com a Fundação Saúde, os documentos teriam sido devidamente entregues, o que permitiu a liberação do corpo da criança para o sepultamento que, que será realizado amanhã (18), no Cemitério da Cacuia, às 15h45 deve ocorrer neste sábado (18).

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading