O velório do policial civil Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, conhecido como “Máskara”, foi tomado por comoção nesta quarta-feira (29), no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. O agente, morto durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, recebeu homenagens de amigos, familiares e colegas de farda.
Com mais de 20 anos dedicados à Polícia Civil, Marcus Vinícius era descrito como um profissional exemplar, sempre alegre e comprometido com a corporação. A operação em que ele foi morto é considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro.
Homenagens e solidariedade no adeus a “Máskara”
Durante o velório, o clima era de tristeza e revolta. Colegas lembraram o policial como um homem “parceiro e amigo”, sempre disposto a ajudar. “Ele era um cara alegre, brincalhão, querido por todos. Está provado aqui, com tanta gente vindo se despedir”, disse o amigo Marcelo Sobral, emocionado.
Pouco após o início da cerimônia, o chefe da Polícia Civil, Felipe Curi, chegou ao local, conversou brevemente com familiares e, em seguida, deixou o cemitério sem falar com a imprensa.
Bandeira da corporação e pétalas brancas encerram o sepultamento
O caixão de Marcus Vinícius foi coberto com a bandeira da Polícia Civil. Quando chegou ao local do enterro, foi recebido sob aplausos e lágrimas dos presentes. Os pais do policial estavam entre os mais emocionados.
No fim da cerimônia, um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o cemitério e lançou pétalas brancas sobre o caixão, encerrando o sepultamento em uma homenagem simbólica e comovente ao agente.
Carreira e tragédia na megaoperação
Marcus Vinícius, de 51 anos, foi atingido na cabeça durante um confronto com criminosos. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos. O agente participava da Operação Contenção, que mobilizou cerca de 2,5 mil policiais civis e militares nos complexos do Alemão e da Penha.






Deixe um comentário