Policiais mortos em megaoperação no Rio são homenageados em Copacabana

ONG instala cruzes e camisas das corporações na praia em tributo aos agentes mortos nos complexos da Penha e do Alemão

Quatro cruzes vestidas com camisas das polícias Militar e Civil foram instaladas nesta quinta-feira (30) nas areias da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, em homenagem aos quatro policiais mortos durante a megaoperação realizada na última terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão. A ação simbólica foi organizada pela ONG Rio de Paz, que também fixou fotos dos agentes nas cruzes.

Os homenageados são Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara e chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita); Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, lotado na 39ª DP (Pavuna); e os sargentos do Bope Cleiton Serafim Gonçalves, de 40 anos, e Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos.

Despedida com cortejo e comoção
O secretário da Polícia Militar, Marcelo de Menezes, participou do velório dos dois policiais do Bope e prometeu uma “resposta à altura” à morte dos agentes. “É um momento de dor, mas também de reafirmação do compromisso com a população”, afirmou.

O comandante do Bope, tenente-coronel Marcelo Corbage, destacou o ato de bravura do sargento Cleiton Serafim. “Antes de tombar, ele salvou um colega ferido. Foi um gesto de heroísmo e altruísmo”, declarou.

Velórios e sepultamentos emocionam familiares
Os corpos dos sargentos Cleiton e Heber foram velados na sede do Bope. O cortejo do sargento Heber seguiu em carro aberto do Corpo de Bombeiros pelo Aterro do Flamengo até o Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, onde será sepultado às 11h. Cleiton será enterrado às 16h30 no Cemitério Municipal de Mendes.

Durante as cerimônias, familiares e amigos se emocionaram. O tio de Cleiton desabafou: “É muito triste, uma pancada no coração. É difícil perder um sobrinho assim, nessa violência do Rio.”

Policiais civis também foram vítimas
Além dos dois PMs, a operação resultou na morte de dois policiais civis. Marcus Vinícius Cardoso, o Máskara, foi enterrado no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador. Ele havia sido promovido a comissário um dia antes de morrer e integrava a corporação desde 1999.

Rodrigo Cabral, com menos de dois meses de serviço na Polícia Civil, foi sepultado no Memorial do Rio, em Cordovil. Lotado na 39ª DP (Pavuna), ele atuava em uma das regiões mais violentas da cidade, os complexos do Chapadão e da Pedreira.

Operação deixa saldo de 121 mortos
Segundo a Polícia Civil, Marcus e Rodrigo foram atingidos durante a chegada das equipes ao Complexo do Alemão. No total, 121 pessoas morreram na operação — entre elas os quatro policiais. O governo do estado afirma que os demais mortos eram criminosos.

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