Bacellar pede serenidade em sessão e homenageia policiais mortos em operação no Rio

Presidente da Alerj solicita minuto de silêncio e reforça importância de projetos sobre reestruturação da Polícia Militar e convocação de militares da reserva

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), abriu a sessão plenária desta quarta-feira (29) pedindo aos deputados que mantivessem a normalidade dos trabalhos, apesar da tensão provocada pelos desdobramentos da megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha.

O parlamentar sugeriu que eventuais manifestações sobre o tema fossem feitas no expediente final da sessão, reservado às comunicações pessoais dos deputados. Bacellar destacou a importância dos dois primeiros textos da ordem do dia, que tratam da reestruturação do quadro da Polícia Militar e da convocação de militares da reserva. Segundo ele, as propostas têm relevância institucional e merecem análise cuidadosa do plenário.

Minuto de silêncio e solidariedade às vítimas

Atendendo a um pedido do deputado Marcelo Dino (União Brasil), o presidente da Casa solicitou um minuto de silêncio em homenagem aos quatro policiais mortos durante a operação: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara e recém-nomeado chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita); Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, policial civil da 39ª DP (Pavuna); Cleiton Serafim Gonçalves, de 40 anos, integrante do Bope; e Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, também militar do Bope.

Bacellar lamentou as mortes ocorridas justamente no Dia do Servidor Público e expressou solidariedade aos familiares das vítimas e aos moradores da região que ficaram feridos durante a operação. O presidente afirmou que a Assembleia acompanha com atenção os desdobramentos do caso e reforçou o compromisso da Casa com o diálogo institucional e o respeito à vida.

Réplica de armas em plenário

Durante a sessão, deputados bolsonaristas e integrantes da chamada bancada da bala posaram para fotos no plenário segurando réplicas do fuzil AK-47 e do símbolo do Bope, uma caveira. As peças foram confeccionadas com cápsulas de projéteis de armas de fogo e circularam entre os parlamentares da base governista como forma de homenagem às forças de segurança.

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