O deputado estadual Guilherme Delaroli (PL), 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que assumiu a presidência da Casa na sessão desta quarta-feira, é considerado um dos aliados mais próximos de Bacellar. A mudança ocorreu após a prisão do presidente Rodrigo Bacellar, alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de vazamento de informações sigilosas relacionadas à investigação que prendeu o então deputado TH Joias em setembro.
Carreira na política e trajetória profissional
Militar da reserva da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), Delaroli já atuou como coordenador-geral de projetos na Prefeitura de Itaboraí. Ele foi eleito deputado estadual como o sexto mais votado do estado, com mais de 114 mil votos.
Natural de São Gonçalo e criado em Maricá, Delaroli vem de uma família com forte histórico político. Ele é irmão do atual prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli, e filho de José Delaroli, ex-vereador por quatro mandatos em Maricá, e da professora Yeda Jandre Delaroli. Casado e pai de dois filhos, completou 50 anos na última segunda-feira, data celebrada em seu gabinete.
Atuação na Alerj e votações polêmicas
O parlamentar integra diversas comissões na Alerj, sendo membro efetivo em quatro delas, entre as quais: Segurança Pública e Assuntos de Polícia; Obras Públicas; Constituição e Justiça; e Minas e Energia. Em 2024, foi eleito 1º vice-presidente da Casa.
Recentemente, Delaroli votou a favor da chamada “Gratificação Faroeste”, proposta que previa bonificação financeira para policiais civis que matassem criminosos ou apreendessem armas de alto calibre. O governador Cláudio Castro vetou a medida.
Sessão marcada por tensão após a prisão de Bacellar
A sessão legislativa desta quarta-feira começou com atraso e ocorreu sem manifestações públicas de apoio a Bacellar. Coube a Guilherme Delaroli abrir os trabalhos, lendo a pauta e iniciando as votações sem mencionar o colega preso — gesto repetido pelos demais deputados, que evitaram o tema.
Apesar do clima de apreensão no plenário, o quórum foi alto e contou com a presença de autoridades, como o presidente da Procuradoria-Geral do Estado, Renan Saad, cumprimentado por diversos parlamentares.
Próximos passos após a operação da PF
Enquanto exerce interinamente a presidência da Alerj, Delaroli busca informações oficiais sobre a decisão judicial e seus impactos. Ele deve se reunir com a Procuradoria da Casa para alinhar os trâmites legais, entender como ficará o funcionamento do Legislativo e definir as medidas a serem adotadas após a operação que levou à prisão de Bacellar.






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