Mulher é atacada por pitbull em condomínio de Ramos; vídeo

O tutor do animal seria o namorado da própria vítima que, segundo testemunhas, incitou a violência

Uma mulher foi atacada por um cachorro da raça pitbull na noite de quinta-feira (16), dentro de um condomínio em Ramos, na Zona Norte do Rio. O tutor do animal seria o namorado da própria vítima, Felipe Sobral Canha, que, segundo testemunhas, incitou a violência. Um vizinho que tentou intervir também acabou ferido.

Imagens gravadas por moradores mostram Gabriela Betazi caída no chão de uma das ruas do conjunto habitacional enquanto o cão a morde. É possível ouvir gritos de desespero e ver um morador jogando água para tentar afastar o animal. Um homem aparece nas imagens tentando conter o pitbull durante o ataque.

Veja o vídeo

Gabriela sofreu ferimentos na cabeça, no rosto e em outras partes do corpo. Ela precisou ser levada para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, onde recebeu atendimento e já teve alta.

Tutor incitou ataque

Segundo relatos de moradores à Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Felipe Sobral teria incentivado o ataque.

“Os moradores contaram que ele é usuário de drogas, estava em surto e incitou o cachorro a atacá-la. Ela ainda conseguiu impedir que o animal mordesse as crianças que estavam perto”, afirmou a secretária Jeniffer Coelho.

Vizinhos disseram ainda que o animal circulava solto pelo condomínio e que outros episódios de agressividade já haviam sido registrados, inclusive contra outros animais. Também relataram que as discussões entre o casal eram frequentes e que não teria sido a primeira vez que o cachorro atacou Gabriela.

O animal estava sendo mantido em um apartamento descrito como insalubre e acabou recolhido pela equipe da secretaria. Ele foi encaminhado ao Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura, em Santa Cruz, na Zona Oeste, onde passará por tratamento, castração e vacinação.

O caso é investigado pela 21ª DP (Bonsucesso).

Lei

A ocorrência reacendeu o debate sobre o cumprimento da legislação estadual que regula a criação e circulação de cães considerados ferozes.

Desde 1999, está em vigor no estado do Rio a Lei 3.205/1999, posteriormente complementada pela Lei 4.597/2005, que proíbe a comercialização de pitbulls e determina regras rígidas para a circulação de raças como fila, doberman e rottweiler.

A norma estabelece que esses animais só podem circular em vias públicas entre 22h e 5h, conduzidos com guia, enforcador e focinheira, além de exigir esterilização a partir dos seis meses e registro em órgãos competentes.

“Alguma coisa precisa ser feita. O cachorro não tem culpa. É muita irresponsabilidade do tutor deixar o animal solto pelo condomínio e sem focinheira. E ainda usava o cão para atacar as pessoas, como arma branca. Temos recebido muitos casos de ataques de animais ferozes, principalmente da raça pitbull. A lei estadual precisa ser revista. não vem sendo cumprida. Deve haver punição”, lamentou o vereador Luiz Ramos Filho, da Comissão de Defesa dos Animais.

Ataques de pitbulls

Agenda do Poder produziu uma reportagem especial sobre o tema, no ano passado. Na ocasião, um menino de 4 anos morreu após ser mordido por um cachorro da raça, no quintal da casa de um conhecido da família, em Irajá, na Zona Norte da capital.

Especialistas defenderam que a prevenção passa pelo tutor, não pela raça. A criação adequada, a socialização e o cumprimento das regras de segurança são apontados como as formas mais eficazes de evitar acidentes, sem transformar pitbulls ou qualquer outro cão em vilões.

Eles explicaram ainda porque os ataques se tornaram tão comuns no estado. Confira a matéria neste link.

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