O PSD não vai declarar apoio nacional a Lula (PT) nem a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A decisão foi anunciada neste domingo pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab, que também liberou as lideranças estaduais para definirem individualmente seus apoios.
A posição foi divulgada em nota após o resultado do primeiro turno. Segundo Kassab, a decisão segue a estratégia adotada pelo partido durante a campanha nos estados, onde os diretórios tiveram autonomia para construir alianças.
Liberdade para os diretórios estaduais
Na nota, Kassab afirmou que a diversidade dos cenários eleitorais nos estados levou a direção nacional a manter a mesma orientação no segundo turno. Com isso, diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes poderão escolher entre as candidaturas presidenciais.
A decisão também permite que as alianças sejam definidas de acordo com as disputas estaduais. O partido não estabeleceu uma orientação nacional para que seus integrantes apoiem Lula ou Flávio Bolsonaro.
O posicionamento ocorreu depois de Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência, terminar o primeiro turno com 2,19% dos votos. Após a divulgação do resultado, o ex-governador de Goiás afirmou que conversaria com Kassab antes de anunciar eventual apoio a outra candidatura.
Caiado ainda não anunciou apoio
Caiado declarou que pretendia manter sua posição política e que não faria um anúncio antes de se reunir com o presidente do PSD.
Kassab também avaliou a campanha presidencial de Caiado e afirmou que o candidato não recorreu a posições extremistas durante a disputa.
Na manifestação divulgada pelo partido, Kassab disse que a legenda espera que o próximo período presidencial não seja marcado por novos conflitos políticos e defendeu que o debate nacional seja concentrado em temas relacionados ao desenvolvimento do Brasil.
PSD amplia presença no Congresso e nos estados
Apesar do desempenho de Caiado na disputa presidencial, o PSD teve resultados nas eleições para outros cargos. O partido elegeu 44 deputados federais e dois senadores.
A legenda também conquistou 103 cadeiras nas assembleias legislativas. Para os governos estaduais, quatro candidatos do PSD foram eleitos ainda no primeiro turno, enquanto outros dois seguem para a segunda etapa da disputa.
Com a decisão da direção nacional, os integrantes do partido terão liberdade para definir seus posicionamentos no segundo turno presidencial e nas disputas estaduais.







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