PRÓXIMO DO FIM. EX-SECRETÁRIO ENTREGA PROVAS CONTRA WITZEL EM DELAÇÃO À PGR

O fim do governo Witzel pode estar mais próximo do que se imagina e independa do desfecho do impeachment em tramitação na Alerj. A coluna Radar de Veja começa a juntar as peças e dar sentido ao amontoado de informações desencontradas dos últimos dias. O ex-secretario de saúde Edmar Santos fez acordo de delação com…

O fim do governo Witzel pode estar mais próximo do que se imagina e independa do desfecho do impeachment em tramitação na Alerj. A coluna Radar de Veja começa a juntar as peças e dar sentido ao amontoado de informações desencontradas dos últimos dias. O ex-secretario de saúde Edmar Santos fez acordo de delação com PGR, através do qual entregou um conjunto de provas materiais que comprovariam a participação direta do governador em atos de corrupção na Saúde.

De acordo com a Veja, Edmar Santos, além de trazer evidências contra Witzel, se comprometeu a devolver, como fez na última sexta-feira, R$ 8,5 milhões à Justiça. “Ele entrega o dinheiro e os culpados”, diz um investigador.

A informação explica a dura reação da PGR contra o MP do Rio, que prendeu Edmar Santos na sexta-feira, atrapalhando as negociações do acordo de delação já em andamento.

Segundo a revista, as tratativas estavam avançadas quando os agentes bateram na casa de Santos. Para tentar evitar que outras forças prejudiquem os trabalhos, a PGR pediu ao STJ que liberte o ex-secretário e concentre todas as frentes do caso na PGR, tirando o MP do Rio do controle do caso.

A corrupção em contratos da pandemia no governo Witzel é investigada em inquérito da Operação Placebo. O suposto esquema de corrupção na compra de respiradores também é alvo da Operação Mercadores do Caos, conduzida pelo MP do Rio.

Em pedido encaminhado ao presidente do STJ, João Otávio de Noronha, a PGR argumenta que a possível fraude na compra dos respiradores é exatamente um dos fatos investigados no curso da Operação Placebo.

Na petição, a PGR afirma, ainda, que a competência para processar as investigações é do STJ, e não do juízo de primeiro grau. Por isso, a justiça estadual não poderia ter decretado a prisão do ex-secretário.

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