Localizado na Avenida Almirante Barroso, 139, no coração do Centro do Rio, o Edifício Jockey Club Brasileiro é um dos marcos da arquitetura moderna nacional. Projetado por Lucio Costa na década de 1950, o prédio sintetiza o conceito de “edifício-cidade”, reunindo escala monumental e funcionalidade urbana em um único complexo.
Com 17 andares e ocupando uma quadra inteira — com acessos também pela Rua 1º de Março — o imóvel se destaca não apenas pela imponência, mas pela relevância histórica e arquitetônica. Trata-se de uma peça simbólica do urbanismo carioca no pós-guerra, período de consolidação da arquitetura moderna no Brasil.
Acordo bilionário e mudança de mãos
A relevância do edifício ganhou novo capítulo em março de 2026. O imóvel foi transferido para a Prefeitura do Rio como parte de um acordo para quitação de dívidas tributárias do Jockey Club Brasileiro.
O acerto envolve cifras expressivas e já desperta questionamentos no meio político e no mercado imobiliário. A avaliação do prédio — estimada em cerca de R$ 210 milhões — foi usada como base para abater uma dívida bilionária de ISS acumulada pelo clube.
Especialistas apontam possíveis divergências na valoração do imóvel, sobretudo quando comparado a outras negociações recentes no Centro da cidade. Ainda assim, a transação foi homologada pela Justiça, consolidando a transferência do ativo para o município.
Novo uso e estratégia internacional
Com a incorporação do prédio ao patrimônio municipal, a Prefeitura já estuda novos usos para o espaço. Entre as possibilidades, está a instalação de uma sede permanente do BRICS no Rio de Janeiro — movimento que colocaria a cidade em posição de destaque no cenário internacional.
Além disso, o edifício pode abrigar órgãos públicos ou iniciativas voltadas à revitalização do Centro, uma das prioridades da atual gestão. A localização estratégica, próxima a centros financeiros e administrativos, reforça seu potencial de uso institucional.






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