O primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, anunciou sua decisão de renunciar ao cargo para impedir uma divisão interna no Partido Liberal Democrata (PLD), informou a emissora pública NHK neste domingo (7). A saída ocorre menos de dois anos após assumir o governo e reflete o desgaste político acumulado após a coalizão liderada pelo PLD perder a maioria nas duas casas do parlamento.
O Gabinete do Primeiro-Ministro não respondeu imediatamente a pedidos de comentário, mas aliados próximos confirmaram que Ishiba considerou sua permanência insustentável diante da crescente insatisfação popular e das pressões internas.
Perda de apoio e insatisfação popular
Desde que chegou ao poder, a gestão de Ishiba enfrentou duras críticas pela escalada do custo de vida, fator que se tornou central na campanha eleitoral que resultou na derrota da coalizão. A perda da maioria parlamentar fragilizou ainda mais sua posição dentro do partido, onde já havia divisões sobre os rumos da política econômica.
Parlamentares do PLD deverão se reunir nesta segunda-feira (8) para votar se haverá uma eleição extraordinária para definir o novo líder da legenda, que, por consequência, assumirá o comando do governo japonês.






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