A Câmara do Rio deve votar nesta quinta-feira (18) uma emenda apresentada ao polêmico projeto da prefeitura que autoriza a construção de uma unidade de saúde da Prevent Senior em Botafogo. A modificação, apresentada por Welington Dias (PDT), altera o alcance da proposta inicial, estendendo a permissão para instalação e ampliação de hospitais a todas as instituições de saúde, públicas ou privadas, em toda a IV Região Administrativa, que contempla ainda bairros como Catete, Flamengo, Humaitá e Urca.
A região é alvo de restrições urbanísticas desde os anos 1980, reafirmadas na última revisão do Plano Diretor, que limita a abertura de novos hospitais em áreas já saturadas. O projeto original prevê flexibilizar a regra apenas para viabilizar a unidade da Prevent Senior na Avenida Pasteur, entre os números 138 e 146, com centro cirúrgico, UTI, 76 leitos de internação e área ambulatorial.
Crítico à autorização exclusiva para uma única operadora, Welington Dias já havia anunciado na semana passada que buscaria mudar o texto para que o direito à construção na região não ficasse somente com a Prevent Senior. O projeto emendado chegou a entrar em pauta na terça-feira (16), mas foi adiado a pedido do governista Marcio Ribeiro (PSD) numa manobra estratégica.
Pedro Duarte (Novo), um dos maiores favoráveis à aprovação, explicou aos descontentes com o adiamento que o intuito foi evitar uma possível rejeição do projeto e eventual retirada de pauta. É que, segundo ele, não havia consenso entre os edis para aprovar a proposta com a modificativa.
Plano Diretor e impacto viário dividem opiniões
Apesar do cenário favorável para a aprovação, o projeto que autoriza a construção de unidade de saúde no bairro da Zona Sul tem sido motivo de discordâncias em plenário. Parlamentares contrários à proposta, como Thais Ferreira (Psol), Rafael Aloísio Freitas (PSD) e Rogério Amorim (PL), apontam para falta de transparência na medida, questionando o afrouxamento das restrições do Plano Diretor e os possíveis impactos viários no bairro.
Do outro lado, usuários do plano e parlamentares da base do prefeito — e outros da oposição, mas ainda assim favoráveis ao empreendimento, como Duarte — defendem a permissão da construção. Os argumentos afirmam que a construção vai favorecer investimentos e a melhora na oferta de leitos na região.






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