A Prevent Senior fechou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com o Ministério Público do Estado de São Paulo em que admite agora que não existe o que ficou conhecido como tratamento precoce.
O TAC foi assinado em 22 de outubro e consta que a Prevent Senior “não obteve autorização do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) para a realização de estudos científicos envolvendo a cloroquina e a hidroxicloroquina”.
O documento enfatiza que a operadora atesta ainda a inexistência de pesquisa científica realizada que indique eficácia de medicamentos do kit covid, incluindo cloroquina e hidroxicloroquina, para tratamento da covid-19.
“Inexiste qualquer pesquisa científica realizada pela Prevent Senior que ateste a eficácia de algum tipo de tratamento precoce ou preventivo para pacientes suspeitos, confirmados ou mesmo sem covid-19”, diz o comunicado da Prevent Senior.
O plano de saúde diz agora que dados divulgados pela empresa ou por terceiros não integraram pesquisa alguma sobre eficácia de medicamentos, “limitando-se a dados obtidos internamente para fins estatísticos, sem nenhum tipo de viés científico”.
A nota do plano de saúde diz que a empresa “segue colaborando com as investigações conduzidas pelas autoridades competentes no contexto de sua atuação frente à pandemia da Covid-19.”
A operadora é investigada ainda por possíveis crimes contra a vida pela morte de nove pacientes que foram submetidos a tal pesquisa com o uso de medicamentos com hidroxicloroquina. Pesquisa que foi defendida por Bolsonaro, em abril de 2020, em post nas redes sociais. O estudo também foi apoiado pelos filhos de Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), na mesma época.






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