O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, adiou as explicações que daria ao Senado sobre o caso Banco Master após cancelar sua participação em uma audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), prevista para esta terça-feira (5).
A sessão tinha como objetivo discutir temas ligados à política monetária e, principalmente, esclarecer a atuação do Banco Central diante da crise envolvendo o Banco Master, instituição que passou a ser alvo de investigação no Senado em meio a suspeitas de fraudes bilionárias.
Cancelamento por indisposição
De acordo com informações oficiais, Galípolo deixou de comparecer após apresentar um quadro de indisposição. A nova data para a audiência ainda está sendo negociada e poderá ocorrer no dia 13 ou 19 de maio.
A ausência ocorre em um momento de forte pressão sobre o Banco Central. A presença do presidente da autoridade monetária era considerada essencial pelos integrantes da comissão, diante da necessidade de esclarecimentos sobre a condução do caso.
Cobranças da Comissão de Assuntos Econômicos
O presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), já havia destacado anteriormente a importância da participação de Galípolo. Em 28 de abril, o senador afirmou que a presença do chefe do Banco Central seria “muito importante” para o avanço das investigações.
Parlamentares querem entender de que forma o Banco Central atuou ao longo dos anos diante de indícios de irregularidades no Banco Master. Segundo Renan Calheiros, a autoridade monetária teria emitido 23 alertas sobre problemas na instituição financeira, sem que medidas mais rigorosas fossem adotadas até a intervenção realizada em dezembro de 2025.
Tensão sobre envio de documentos
Outro ponto que tem gerado atrito entre o Senado e o Banco Central diz respeito ao compartilhamento de informações. Integrantes da comissão afirmam que documentos relacionados ao caso Banco Master ainda não foram encaminhados pelo BC, o que dificultaria o andamento das apurações.
A expectativa é que a futura audiência pública sirva também para esclarecer essa questão e definir o nível de transparência adotado pelo órgão regulador.
Investigação no Senado
Em fevereiro, a Comissão de Assuntos Econômicos instalou um grupo de trabalho para investigar as suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. O colegiado é presidido por Renan Calheiros e acompanha os desdobramentos do caso no âmbito do Senado.
A investigação busca apurar tanto a atuação da instituição financeira quanto o papel dos órgãos de fiscalização no acompanhamento das operações que levaram à crise.






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