Presidente destituído da Coreia do Sul se nega a depor no Natal em caso que pode levá-lo à prisão perpétua ou pena de morte

É a segunda vez em uma semana que Yoon Suk-yeol não atende a um pedido dos investigadores; ele foi afastado do cargo após tentativa fracassada de impor lei marcial

O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, rejeitou uma intimação para prestar depoimento no dia de Natal, a segunda vez em uma semana que não atende a um pedido dos investigadores em caso que pode levá-lo à prisão perpétua ou pena de morte.

Os agentes que investigam Yoon o convocaram a comparecer nesta quarta-feira (25) às 10h (22h de Brasília, terça-feira) para um interrogatório, mas ele não atendeu a intimação.

Yoon também faltou uma audiência para a qual havia sido convocado na quarta-feira da semana passada e não apresentou explicações para a ausência.

O político de linha conservadora foi destituído do cargo de presidente pelo Parlamento em 14 de dezembro, após a tentativa fracassada de impor uma lei marcial que deixou o país em sua maior crise em décadas.

A Corte Constitucional já iniciou as audiências para decidir se ratifica o impeachment. O presidente permanece afastado durante as deliberações do tribunal.

Yoon também enfrenta acusações criminais por insurreição, que podem resultar em uma sentença de prisão perpétua ou até mesmo de pena de morte.

A Agência de Investigação da Corrupção deve decidir nos próximos dias se emitirá uma terceira intimação ou solicitará a um tribunal que emita um mandado de prisão para obrigar Yoon a comparecer ao interrogatório.

Com informações de O GLOBO.

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