O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi libertado neste sábado (8) após a Justiça suspender seu mandado de prisão. Os promotores, que poderiam recorrer para mantê-lo detido, optaram por não contestar a decisão. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters, com base em veículos sul-coreanos.
Preso desde 15 de janeiro sob a acusação de insurreição, Yoon segue afastado da presidência e aguarda o desfecho de seu processo de impeachment. O Tribunal Constitucional deverá decidir nos próximos dias se ele será reintegrado ao cargo ou removido definitivamente.
“Gostaria de agradecer ao Tribunal Distrital Central pela coragem de corrigir essa ilegalidade”, declarou Yoon em comunicado. Seus advogados afirmaram que a decisão comprova que sua prisão foi irregular e representa um passo para “restaurar o estado de direito”.
Prisão e processo de impeachment
Em dezembro, Yoon impôs uma lei marcial que restringia direitos civis e previa o fechamento do parlamento. A medida, porém, foi revogada poucas horas depois de sua publicação. No fim de janeiro, promotores sul-coreanos o indiciaram por insurreição, um dos poucos crimes dos quais um presidente do país não tem imunidade. A pena para essa acusação pode chegar à prisão perpétua ou até mesmo à pena de morte, embora a Coreia do Sul não execute condenados há décadas.
Yoon foi mantido em confinamento solitário desde sua detenção, ocorrida após duas semanas de tentativas de prisão. Paralelamente, o Congresso aprovou a abertura de um processo de impeachment, deixando o presidente afastado enquanto a Suprema Corte analisa se ele perderá o cargo definitivamente.
Na época da prisão, sua defesa argumentou que a lei marcial nunca foi planejada para ser totalmente imposta, mas sim utilizada como um alerta para conter a crise política. O caso segue em análise, e Yoon permanece afastado do governo até a decisão final do tribunal.
Com informações do g1





