Investigadores pedem extensão da prisão preventiva de Yonn Suk Yeol, presidente afastado da Coreia do Sul

Yoon foi preso esta semana. Ele é acusado de insurreição após decretar uma lei marcial. Decisão sobre extensão da prisão preventiva será feita no fim de semana.

Nesta sexta-feira (17), investigadores sul-coreanos solicitaram à Justiça a extensão da prisão preventiva do presidente afastado Yoon Suk Yeol.

Yoon foi detido nesta semana sob acusação de insurreição após anunciar, em dezembro, a imposição da lei marcial no país. O anúncio, que surpreendeu até membros próximos ao governo, foi suspenso pelo Parlamento poucas horas depois, mas gerou uma forte reação na Coreia do Sul, uma das principais economias da Ásia.

O presidente foi afastado, e um mandado de prisão preventiva foi emitido contra ele. No entanto, a prisão não havia sido cumprida até então devido à resistência dos militares que protegiam Yoon em sua residência oficial.

Na semana passada, os militares recuaram, permitindo que policiais entrassem no local e realizassem a prisão do presidente afastado.

Em audiência nesta manhã, os investigadores pediram ao juiz responsável pelo caso que extenda o mandado de prisão. A decisão da Justiça será revelada em nova audiência no domingo (19), segundo a Justiça local.

Ainda em dezembro, o Congresso aprovou a abertura de um processo de impeachment contra Yoon. Desde então, ele está afastado, e a Suprema Corte está analisando se ele deve perder o cargo de forma definitiva.

Os investigadores tentaram prender Yoon pela primeira vez no dia 3 de janeiro. Naquele dia, os agentes foram impedidos de entrar na casa do presidente por seguranças e guardas militares.

Desta vez, os investigadores fecharam um acordo com os guardas presidenciais, que garantiram que iriam autorizar a entrada para que o mandado de prisão fosse cumprido.

Ainda assim, cerca de 6.500 apoiadores de Yoon se posicionaram na frente da casa do presidente afastado para dificultar a operação. Segundo a agência de notícias estatal Yonhap, os simpatizantes formaram uma espécie de “corrente humana”.

As autoridades começaram a avançar aos poucos nos arredores da residência de Yoon, até conseguirem entrar no imóvel. Os advogados do presidente afastado tentaram uma negociação, mas os investigadores sul-coreanos disseram que iriam cumprir o mandado.

Yoon será levado para prestar depoimento sobre o suposto plano de insurreição envolvendo o decreto da lei marcial. Vários carros foram vistos saindo da residência do presidente afastado.

Em um comunicado, o presidente afastado afirmou ser deplorável agentes realizarem uma “série de atos ilegais”, incluindo a prisão dele. Yoon disse ainda que concordou em prestar depoimento para evitar “derramamento de sangue”.

Lei marcial

O decreto da lei, no início de dezembro, restringiu temporariamente o direito de civis. A medida também visava fechar a Assembleia Nacional, mas acabou fracassando e rejeitada pelos próprios deputados.

Ao anunciar a lei marcial, o presidente Yoon fez críticas à oposição. “Declaro lei marcial para proteger a livre República da Coreia da ameaça das forças comunistas norte-coreanas”, disse.

O decreto veio em um contexto de baixa aprovação do presidente e de trocas de farpas com a Assembleia Nacional, que é controlada por deputados da oposição.

Desde então, Yoon foi alvo de uma operação policial e de uma votação na Assembleia Nacional que o afastou do cargo. Atualmente, a Coreia do Sul está sendo governada por um presidente interino.

Com informações do g1.

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