Tropas militares e a guarda presidencial da Coreia do Sul bloquearam nesta sexta-feira (3) a tentativa de prisão do presidente Yoon Suk Yeol, em um episódio marcado por tensões na residência presidencial em Seul. Investigadores do Escritório de Investigação de Corrupção para Oficiais de Alto Nível (CIO) tinham um mandado para deter Yoon, acusado de declarar lei marcial de forma inconstitucional em 3 de dezembro, mas enfrentaram resistência e cancelaram a operação por motivos de segurança.
Centenas de apoiadores do presidente se reuniram nos arredores da residência na madrugada, formando barreiras humanas e declarando que “Yoon Suk Yeol será protegido pelo povo”. Gritos contra o CIO e pedidos de prisão do chefe do órgão marcaram o protesto.
Cordão de 200 membros da guarda impediu entrada da polícia
Ao tentar executar o mandado, os investigadores foram confrontados por cordões de segurança compostos por agentes do Serviço de Segurança Presidencial (PSS) e militares. Cerca de 200 membros da guarda formaram uma corrente humana para impedir o avanço do CIO e da polícia. Segundo o Ministério da Defesa Nacional, os militares agiram sob ordens do PSS, que controla a segurança presidencial.
O CIO lamentou profundamente o ocorrido, criticando a postura de não conformidade de Yoon e destacando que o mandado é válido até 6 de janeiro. O órgão afirmou que avaliará os próximos passos diante da impossibilidade de realizar a prisão.
Presidente é acusado de rebelião
Yoon, afastado do poder desde 14 de dezembro após sofrer impeachment, enfrenta acusações de rebelião, uma das poucas infrações pelas quais um presidente sul-coreano em exercício pode ser processado. Sua equipe jurídica classificou a tentativa de prisão como ilegal e condenou a ação em uma área de segurança sensível.
Enquanto isso, o chefe interino do Partido do Poder Popular, de Yoon, elogiou a suspensão da operação e pediu que a investigação seja conduzida sem detenção.
Com informações de Brasil 247





