O novo gerente de operações da PortosRio, Marlon Ramos Figueiredo, carrega no currículo uma prisão em uma das mais rumorosas investigações da Polícia Federal no setor portuário: a Operação Tritão, deflagrada em 2019 contra fraudes milionárias no Porto de Santos, informa Lauro Jardim, em O Globo.
A nomeação de Figueiredo foi publicada em portaria nesta sexta-feira e assinada pelo diretor-presidente da companhia, Flávio Vieira, aliado do ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho. O cargo era ocupado até então por Dylmar Netto.
Prisão em investigação de fraudes
Figueiredo, que já foi superintendente da Guarda Portuária de Santos, foi preso na segunda fase da Operação Tritão, que apurava um esquema de corrupção e direcionamento de contratos avaliados em R$ 100 milhões na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), responsável pela gestão do Porto de Santos.
Na ocasião, 19 pessoas foram detidas, entre elas o ex-deputado federal Marcelo Squassoni (PRB), apontado pela investigação como líder do grupo criminoso, além de ex-diretores da Codesp, servidores e empresários com ligações diretas ao setor portuário.
Nomeações sob críticas
A escolha de Marlon Ramos para o cargo acontece em meio a uma série de questionamentos sobre os critérios adotados pela atual gestão da PortosRio. Segundo a própria coluna de Lauro Jardim, cinco nomeações anteriores feitas por Flávio Vieira para superintendências da estatal descumpriam exigências legais para a ocupação dos postos.






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