Polícia prende sete suspeitos com faixa em homenagem a milicianos; vídeo

Operação em Guaratiba flagrou festa infantil com mensagens exaltando chefes de milícia mortos, como Ecko e Carlinhos Três Pontes

A Polícia Civil prendeu sete suspeitos de integrar uma milícia durante uma operação realizada neste domingo (19) em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação ocorreu em meio a uma festa infantil organizada pela quadrilha, onde foram encontradas faixas com homenagens a antigos chefes do grupo criminoso.

Entre os nomes lembrados estavam Wellington da Silva Braga, o Ecko; Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes; e Matheus da Silva Rezende, conhecido como Faustão — todos mortos em confrontos com a polícia nos últimos anos.

As homenagens chamaram a atenção dos investigadores da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), que coordenaram a operação.

Armas e veículos recuperados

De acordo com a Polícia Civil, foram apreendidos seis fuzis e quatro pistolas, além da recuperação de dois veículos roubados que estavam em posse dos suspeitos. Imagens divulgadas pela corporação mostram o armamento e as faixas com as mensagens exaltando os ex-chefes da milícia.

A operação teve como objetivo desarticular o núcleo de apoio logístico da organização criminosa, que atua principalmente nas regiões de Santa Cruz, Paciência e Guaratiba. Segundo os investigadores, o grupo tentava manter viva a “memória” de seus antigos líderes como forma de reafirmar o controle sobre as áreas dominadas.

Homenagens e ostentação

A festa infantil onde ocorreu a ação tinha estrutura típica de eventos de ostentação: barracas, bebidas e decoração temática. No entanto, o que chamou a atenção dos agentes foi a presença das faixas com mensagens de saudação a Ecko e aos demais líderes, figuras centrais na consolidação do poder da milícia na Zona Oeste.

Ecko, morto em 2021, era o principal chefe de um dos maiores grupos paramilitares do Rio e controlava áreas inteiras por meio da extorsão e do domínio sobre serviços clandestinos, como gás e transporte alternativo.

Prisões e encaminhamento

Os sete suspeitos detidos foram levados à sede da Draco, no Jacaré, Zona Norte do Rio. Eles responderão por associação criminosa armada e receptação de veículos roubados. As armas apreendidas serão encaminhadas para perícia.

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