O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) aparece na liderança nacional quando o assunto é participação feminina na magistratura. Dados do relatório Justiça em Números 2026, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que 49% dos cargos de juízas e desembargadoras no estado são ocupados por mulheres, percentual superior à média nacional de 39%.
O levantamento, elaborado com base nos indicadores de 2025, coloca o TJRJ entre os tribunais estaduais de melhor desempenho do país. Além da liderança em representatividade feminina, a Corte fluminense também se destaca pela digitalização da primeira instância, pela produtividade dos magistrados e pela ampla cobertura territorial.
Entre os desembargadores, as mulheres representam 37,2% do segundo grau, enquanto a média brasileira é de 24,2%. Já na primeira instância, elas são maioria, respondendo por 52,9% dos cargos de juízas. O predomínio feminino também é observado entre os servidores do tribunal, onde as mulheres correspondem a 61,1% do quadro funcional.
Outro indicador de destaque é a transformação digital da Justiça fluminense. Segundo o CNJ, 98,1% das varas de primeiro grau funcionam no modelo de Juízo 100% Digital, índice que coloca o TJRJ na liderança entre os maiores tribunais estaduais, empatado com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. O relatório aponta ainda que 99,7% dos processos encerrados em 2025 tramitaram integralmente em meio eletrônico.
A pesquisa também revela que 99% da população do estado vive em municípios que possuem sede de comarca, o maior percentual entre os grandes tribunais brasileiros. O indicador demonstra a ampla presença da estrutura do Judiciário fluminense no território estadual.
Na produtividade, cada magistrado do TJRJ encerrou, em média, 3.348 processos ao longo de 2025, desempenho superior à média nacional de 2.561 processos por juiz. O tribunal também reduziu em 26,2% o estoque de execuções fiscais pendentes e registrou uma das menores taxas de congestionamento desse tipo de ação entre os maiores tribunais do país.
O relatório Justiça em Números é divulgado anualmente pelo CNJ e reúne indicadores sobre acesso à Justiça, produtividade, força de trabalho e modernização do Poder Judiciário brasileiro, permitindo a comparação entre tribunais de porte semelhante.





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