O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) consolidou em 2024 duas marcas relevantes para o Judiciário brasileiro: alcançou pela 15ª vez consecutiva a liderança em produtividade e se destacou como a corte estadual mais próxima da paridade de gênero. Os dados fazem parte do relatório Justiça em Números 2025, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e reportados pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
De acordo com o levantamento, o TJRJ atingiu 49% de magistradas mulheres e 51% de homens, com destaque para a primeira instância, onde as mulheres já são maioria: 52,8% contra 47,2% de juízes. O segundo lugar no ranking de participação feminina é ocupado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), com 46,6% de magistradas.
Produtividade acima da média nacional
Além do avanço em representatividade, o tribunal fluminense liderou novamente o ranking de produtividade entre os tribunais brasileiros. Cada magistrado do TJRJ baixou em média 4.128 processos em 2024, desempenho 60% superior à média nacional, que ficou em 2.574.
O CNJ destacou que esse resultado reflete a combinação de esforços de magistrados e servidores, além do investimento em inovação e digitalização de processos.
Impacto direto no atendimento ao cidadão
O relatório apontou ainda que o desempenho do TJRJ trouxe benefícios concretos para os cidadãos. Os processos passaram a ser resolvidos em menos tempo, e a chamada fila útil — que reúne as ações pendentes de análise efetiva — apresentou redução significativa ao longo do último ano.
Para o CNJ, os avanços do Judiciário fluminense reforçam a importância de modelos de gestão que conciliem eficiência administrativa com diversidade na composição da magistratura, consolidando o Rio de Janeiro como referência nacional.






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