As primeiras investigações da Polícia Federal apontam que as armas usadas pelos seguranças dos deputados Rodrigo Amorim (PTB), Alan Lopes (PL) e Fillipe Poubel (PL), em sua ação truculenta para intimidar guardas municipais e policiais militares durante operação da Prefeitura, são de uso exclusivo das forças de segurança do Estado. Foram identificadas, além de fuzis, pistolas de 40 e 9 milímetros.
A Polícia Federal abriu investigação sobre a conduta dos parlamentares porque as agressões ocorreram na Avenida Brasil, que contém trechos de três rodovias federais. Nesta quarta-feira (12) o diretor-geral da PF, delegado Andrei Rodrigues, e o prefeito Eduardo Paes conversaram sobre os gestos de violência protagonizados pelos parlamentares na noite de terça (11), quando a Prefeitura fiscalizava se carros particulares circulavam irregularmente pela via exclusiva do BRT. A Prefeitura também enviou denúncia ao Ministério Público.
Em nota, os deputados tentaram justificar sua conduta alegando que foram ao local para checar denúncias de irregularidades contra motoristas. Rodrigo Amorim, que avançou e empurrou um guarda municipal, cena flagrada em vídeo, diz que teria se defendido porque o servidor o teria ameaçado com um taser. Os parlamentares frisam que não são contra a operação da Prefeitura, desde que ocorram dentro da legalidade.





