A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta segunda-feira (6), duas operações contra a produção e a venda de linha chilena, resultando no fechamento de uma fábrica clandestina e na prisão de um comerciante. As informações foram divulgadas pela própria corporação, por meio de comunicado oficial.
De acordo com a Polícia Civil, agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) atuaram com base em dados de inteligência para desarticular pontos ligados ao comércio ilegal do material, considerado perigoso por seu potencial de causar acidentes graves.
Fábrica clandestina em Realengo
A primeira ação ocorreu no bairro de Realengo, na Zona Oeste do Rio, onde os policiais localizaram uma estrutura improvisada usada para fabricar linha chilena. O local, descrito como um casebre com tapumes e telhas, funcionava de forma clandestina.
Durante a operação, foram apreendidos diversos insumos e equipamentos, incluindo pipas, substância semelhante ao quartzo, frascos de cola, carretéis de linha chilena e uma máquina artesanal utilizada para enrolar o material. Segundo a corporação, os itens evidenciam a produção em larga escala da linha cortante.
Comerciante preso na Baixada Fluminense
Na sequência das diligências, os agentes seguiram até o bairro Tomazinho, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, onde identificaram um ponto de venda dos produtos proibidos.
No estabelecimento, foram encontrados materiais como pipas, cerol, linha chilena pronta para comercialização e substância semelhante ao quartzo. O responsável pelo local confessou a prática ilegal e foi preso em flagrante.
Ele foi autuado por fornecer, vender e expor à venda substância nociva à saúde, ainda que não destinada à alimentação ou uso medicinal, conforme prevê a legislação.
Risco à população
A Polícia Civil destacou que as operações fazem parte de um esforço contínuo para combater a fabricação e a comercialização de materiais ilegais que colocam em risco a população, especialmente motociclistas, ciclistas e pedestres.
A corporação reforçou que seguirá intensificando ações para coibir esse tipo de prática, considerada criminosa e potencialmente letal.






Deixe um comentário