Linha chilena mata motociclista na Zona Norte do Rio; vítima tinha 45 anos

Leandro Rezende Cardoso foi atingido no pescoço enquanto pilotava em Cascadura e não resistiu aos ferimentos

Um homem morreu após ser atingido no pescoço por uma linha chilena na tarde de quinta-feira (2), no bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio. A vítima, Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, pilotava uma motocicleta quando foi atingida pelo material cortante.

O acidente aconteceu enquanto ele trafegava entre as ruas Cerqueira Daltro e Gaspar Viana. Após o impacto, Leandro caiu da moto e foi rapidamente socorrido por pessoas que estavam no local.

Ele foi encaminhado ao Hospital Municipal Salgado Filho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após sofrer uma parada cardíaca na unidade de saúde.

Imagens mostram momento do acidente

Câmeras de segurança registraram o momento em que o motociclista seguia em baixa velocidade antes de ser atingido pela linha. Logo após o contato, ele perde o controle da moto e cai na via.

As imagens também mostram a rápida mobilização de pedestres, que se aproximaram para prestar socorro até a chegada do atendimento médico.

O caso gerou comoção entre moradores da região, que voltaram a alertar sobre os perigos do uso de linhas cortantes em pipas.

Vítima deixa filha e tinha planos profissionais

Leandro era administrador de empresas e estava prestes a concluir o curso de Direito ainda este ano. Viúvo, ele deixa uma filha de 15 anos.

Familiares aguardam a liberação do corpo após o registro da ocorrência na delegacia responsável pela área.

A tragédia reacende o debate sobre o uso irregular de linhas com material cortante, frequentemente utilizadas em disputas de pipas.

Uso de linha chilena é proibido por lei

A linha chilena, assim como o cerol, é proibida no Brasil por representar alto risco à segurança pública. O material é capaz de provocar cortes profundos e até fatais, especialmente em motociclistas e ciclistas.

A legislação prevê penalidades para quem fabrica, comercializa ou utiliza esse tipo de linha, incluindo multas e possibilidade de responsabilização criminal.

Autoridades reforçam a importância de denunciar a venda e o uso desses materiais para evitar novas tragédias.

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