O motorista do caminhão que derrubou uma passarela na BR-116, na altura de Magé, prestou depoimento nesta quinta-feira (20) na 65ª DP (Magé), que investiga o caso. Agora, a Polícia Civil fará uma perícia no veículo para identificar se a queda da estrutura foi causada por falha humana ou mecânica.
A passarela caiu na pista sobre o carro de José Antonio Leal da Mota Mendes, 62 anos, que morreu na hora. Em seu relato, o motorista do caminhão disse ter erguido a caçamba do veículo para retirar resíduos em uma área a cerca de 50 metros da estrutura. Após a limpeza, contou ter abaixado a caçamba, mas não percebeu se o equipamento voltou a subir enquanto seguia pela rodovia.
As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias e eventuais responsabilidades.
Queda de passarela da Linha Amarela em 2014
O acidente mais grave deste tipo ocorreu há mais de uma década. Em 28 de janeiro de 2014, um caminhão basculante derrubou uma passarela na Linha Amarela, na altura de Pilares. A estrutura despencou sobre a via expressa, esmagando um táxi, um carro de passeio e uma moto.
Cinco pessoas morreram na tragédia. Duas vítimas, uma mulher de 64 anos e um homem de 26, estavam em cima da passarela no momento do impacto e foram arremessadas. As outras vítimas estavam nos veículos esmagados sob os escombros. Na ocasião, outras seis pessoas ficaram feridas.
O acidente paralisou a via expressa e entrou para a lista dos mais graves já registrados. O motorista do caminhão, Luis Fernando Costa, foi condenado dois anos depois por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e lesão corporal culposa.
Acidente na Avenida Brasil
Quatro anos depois, em janeiro de 2018, o cenário se repetiu na principal via expressa da cidade. Um caminhão a serviço das obras do BRT Transbrasil, também com a caçamba levantada, derrubou uma passarela provisória na altura de Cordovil.
Diferente do caso da Linha Amarela, em que as vítimas estavam na via ou na passarela, na Avenida Brasil a vítima fatal foi o próprio motorista do caminhão, Jorge Robson Camilo da Silva, de 45 anos. Ele morreu esmagado dentro da cabine quando a estrutura de ferro colapsou sobre o veículo. Um militar da Marinha que atravessava a estrutura teve ferimentos leves.
O acidente parou o Rio de Janeiro, interditando a Avenida Brasil por mais de cinco horas e gerou um congestionamento de mais de 80 quilômetros, travando os acessos à Baixada e às rodovias federais. Na época, a estrutura deveria ter sido retirada meses antes, mas permaneceu no local devido aos atrasos na obra do corredor expresso — que acabou sendo inaugurado apenas em 2024.






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